quarta-feira, 26 de Outubro de 2011 14:26h Atualizado em 26 de Outubro de 2011 às 14:28h. André Bernardes

Empresários buscam parcerias na China

FIEMG busca investimentos para Divinópolis na Ásia

Um grupo formado por prefeitos da região centro oeste, empresários e o presidente da Federação das Indústrias de Estado de Minas Gerais, FIEMG, estiveram na China para conhecer as oportunidades que o país oferece e buscar investimentos para Divinópolis.
Na tarde da última segunda feira, 24, a comitiva participou de uma coletiva de imprensa onde foram expostas todas as experiências e novidades trazidas do país que mais tem investido em tecnologia. O objetivo principal da viagem foi a busca por  inovação, tecnologia e  mostrar ao setor público a importância da interatividade entre os dois países.  O presidente da FIEMG, Afonso Gonzaga disse que é preciso enxergar a China como parceira para o crescimento do Brasil. “A China é um país que realmente investiu nos últimos seis anos próximo de U$3 trilhões, enquanto o Brasil investiu U$1bilhão, estamos muito atrasados em termos de tecnologia, e essa visita nos proporcionou a oportunidade de conhecer novas pessoas e empresas, tivemos um encontro na embaixada onde as portas foram abertas para a região centro oeste, onde várias oportunidades serão discutidas e com certeza algo vai acontecer” contou.


A equipe teve várias reuniões com empresários do setor automobilístico, fundição e confecção. Afonso adiantou que em breve terá uma reunião com o Governador Anastasia para conversar sobre a instalação de uma indústria do setor automobilístico em Divinópolis. “O meu objetivo era buscar investidores e nesse encontro nos tivemos oportunidade de encontrar com empresários do setor automobilístico e tenho certeza que um deles vai estar em uma próxima reunião que teremos com o Governador Anastasia onde vamos colocar essa oportunidade e buscando a efetivação desta empresa para região” disse. A reunião ainda não tem data para ser realizada. 

 

 

Oportunidades

 

Afonso conta que o setor que apresenta grande crescimento em parceria com a China é o alimentício. “Todos os segmentos tem oportunidade, mas o setor alimentício é realmente uma oportunidade que nós enxergamos como mais rápida, principalmente no que diz respeito a aves. A China é ávida por fornecedores de alimentação e nós não deixamos sem dúvida alguma escapar essa oportunidade” frisou. 


Um dos grandes empecilhos para o desenvolvimento do Brasil, de acordo com Afonso, é a alta carga tributária cobrada no país. Na China a carga tributária é de 17% sendo que 10% ficam para o Governo e 7% negociado em novos postos de trabalho. No Brasil a carga tributária é de 40%. “A carga tributária é um dos problemas, pois é algo que nos deixa fora de qualquer competição. É importante a China ser parceira em projetos do Brasil pois eles estão buscando investimentos.  A participação do setor público nessa viagem veio a calhar com a necessidade de buscar investidores e a região centro oeste sai na frente devido a potencia da região e a boa vontade do setor público para buscar essa parceria” disse.

 

 

Crise

 

Afonso acredita que a crise que envolve os Estados Unidos atualmente é uma grande oportunidade de crescimento para o Brasil. O presidente da FIEMG afirma que países de primeiro mundo como a Itália e Espanha estão “mal vistos” no sentido de investimentos. “A crise internacional é localizada. Os Estados Unidos criaram isso e diria que é o principal responsável pelas dificuldades internacionais. O que nós estamos buscando é que como os Estados Unidos que eram a bola da vez, hoje ainda passam dificuldade e a Espanha e a Itália estão nas mesmas condições. No Brasil as ações são evidenciadas como de melhores resultados. É oportuno que o Brasil esteja em busca desta oportunidade e fazendo bem feito não será o país do futuro e sim o país do presente” afirmou.


O presidente da FIEMG disse que não existe previsão de mais uma visita a China, porém está sendo programado um seminário para o próximo ano com a presença de vários empresários e políticos. “Estamos programando um seminário no fim de janeiro ou começo de fevereiro onde traremos toda a cúpula da Câmara do Comércio Brasil- China e possivelmente parte da embaixada do Brasil na China para colocar para os empresários as oportunidades. Eu acredito que a partir de março poderemos vislumbrar as oportunidades da região” previu.

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