quinta-feira, 26 de Março de 2015 10:08h Atualizado em 26 de Março de 2015 às 10:14h. Mariana Gonçalves

Encontro apresentará projeto de acolhimento para as famílias de Cajuru

A partir das 19h30, a Capela de São Francisco, situada na Rua Maria Taveira, nº 180 – Bairro Nossa Senhora do Carmo

A partir das 19h30, a Capela de São Francisco, situada na Rua Maria Taveira, nº 180 – Bairro Nossa Senhora do Carmo, irá receber a equipe do Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora para uma apresentação sobre o funcionamento do serviço, e qual o procedimento necessário para as famílias interessadas serem famílias acolhedoras. Toda a população está convidada, o evento é gratuito.
A Assistente Social, Denise Araújo de Oliveira, explica que o serviço de acolhimento é direcionado a crianças e adolescentes residentes em Carmo do Cajuru. É um trabalho feito para aqueles jovens que estão impossibilitados de continuar a conviver com suas famílias de origem, seja por questões de negligência, violência ou até mesmo violação de direitos em geral. “O encontro pretende esclarecer o que é o projeto, e até mesmo angariar mais famílias acolhedoras, porque não tem como o serviço funcionar se as famílias do município não aderirem, dependemos muito da caridade da população”, pontua Denise.
A retirada do jovem de seu lar de origem pelo serviço Família Acolhedora tem caráter provisório, ou seja, a família que irá receber essa criança ou adolescente ficará com o menor apenas enquanto a sua família de origem não tem condições de cuidar dele. “A criança está na medida de proteção, a família acolhedora irá receber essa criança e cuidar dela, mas não trabalhamos com adoção. O trabalho de acolhimento é de dois anos, durante esse período trabalhamos com a família do menor para que ela possa se restabelecer” destaca a assistente social.

 

ACOLHIMENTO PSICOLÓGICO

Claro que mesmo sendo uma medida provisória, tirar uma criança do convívio diário familiar não é algo que seja fácil, é necessário trabalhar bem com todas as partes envolvidas na situação. O psicólogo do serviço de acolhimento, Marcelo Vieira, explica como é a sua atuação nesse
processo. “Sabemos que tirar a criança da sua família para deixar em outra família, que as vezes ela nunca teve contato, gera um impacto, então nesse primeiro momento trabalhamos com o processo de adaptação, acompanhamos o desenvolvimento da criança nesse novo lar e claro o desenvolvimento dessa família com esse novo membro”, destaca.
De acordo com Marcelo as famílias interessadas em acolher as crianças  são capacitadas por ele e pela assistente social Denise. “ Realizamos cinco encontros com essas pessoas, onde tratamos de vários temas relativos ao acolhimento. Nessa capacitação preenchemos um cadastro onde a família disponibiliza o perfil da criança que tem interesse em acolher, isso é uma coisa conversada até mesmo por que as vezes aquela família quer um bebe, ou uma criança que já seja um pouco mais independente, porém isso nem sempre é possível”, completa o psicólogo
Alguns dos requisitos básicos para que a família participe do programa como acolhedores é; Residir no município de Carmo do Cajuru, ter maioridade legal, ter a aceitação de todo o grupo familiar com a proposta de acolhimento, não apresentar problemas psiquiátricos - de dependência de substância psicoativas e não estar respondendo a processo judicial. Além de ter disponibilidade para participar do processo de habilitação e das atividades do serviço, e por fim não ter interesse em adoção da criança ou adolescente.


Crédito: Mariana Gonçalves

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