segunda-feira, 18 de Novembro de 2013 08:20h

Escolas estaduais desenvolvem projetos voltados à preservação ambiental

Ações vão representar Minas Gerais na IV Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente, a ser realizada em Brasília

Os quatro elementos da natureza - água, ar, fogo e terra - inspiraram a elaboração de projetos com foco na preservação ambiental em escolas estaduais. As ações propostas estão em andamento e têm ajudado a mudar as realidades das comunidades. Quatro delas vão representar Minas na IV Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente, marcada para o período de 25 a 29 de novembro, em Brasília.

A seleção dos projetos foi realizada no mês de outubro, durante a Conferência Estadual Infantojuvenil pelo Meio Ambiente. A edição de 2013 traz o tema: Vamos cuidar do Brasil com as escolas sustentáveis. Confira abaixo as iniciativas selecionadas para representar o Estado no encontro com foco ambiental.

Fogo (Energia)

Desenvolvido na Escola Estadual Mannarino Luigi, no município de Mar de Espanha, na Zona da Mata, o projeto Evite gastos, economize energia, dentro do subtema Fogo (Energia), tem como proposta sensibilizar a população para o consumo consciente de energia. Para colocar em prática a ideia, os alunos têm realizado panfletagem junto à comunidade.

“Nossa cidade é um polo de confecção de roupas. Então, nós temos muitas indústrias que utilizam a energia para a realização desse trabalho. Esse é mais um motivo para a comunidade ter essa consciência e preservar”, explica a aluna do 9º ano do ensino fundamental, Lara Isabella Proencio dos Santos.

A rede física da escola também foi adequada a essa necessidade de preservação. As lâmpadas possuem um sensor que identifica se é dia ou noite, a partir da luminosidade. Outra ação adotada pelos estudantes ocorre em sala de aula. A partir da observação da conta de luz de suas residências, cada aluno teve a tarefa de adotar medidas junto às famílias de modo que resultassem na redução do consumo de energia.

“No geral o nosso resultado foi positivo, mas não vamos parar por aí. As ações do projeto continuam. Temos que transformar essas atividades em rotina em nossas vidas”, lembra Lara Isabella, que será a representante da escola na conferência nacional.

Terra

Com foco no subtema Terra, a Escola Estadual Coração de Jesus, em Varginha, no Sul de Minas, realiza o projeto Educação, Terra, Ação. A partir do recolhimento e destino correto a cada tipo de lixo, alunos e educadores têm estimulado a mudança de postura da comunidade.

“Escolhemos o tema Terra, porque as pessoas se lembram de economizar água e energia, mas se esquecem de dar o destino correto ao lixo”, ressalta a estudante Júlia Thainara Pereira Tomaz, do 7º ano do ensino fundamental.

Esse trabalho de sensibilização vem com o exemplo. Lixos como pilhas, baterias e remédios com prazo de validade vencidos são levados a empresas das áreas responsáveis pelo descarte correto do material. Outros materiais são reutilizados pela própria escola.

“Nós criamos uma horta vertical e uma caixa de compostagem que produz o adubo orgânico para essa horta. A horta é utilizada para consumo nas refeições da escola. Também realizamos a reciclagem de papel e a do óleo de cozinha, com a produção de sabão para a escola”, completa a estudante Júlia Thainara.

Ar

Ainda no Sul de Minas, no município de Ilicínea, está o projeto Educação Ambiental e Reciclagem de Eletrônicos. Com foco no subtema Ar, o projeto desenvolvido pela Escola Estadual Nossa Senhora Aparecida, também foca na destinação correta para os lixos eletrônicos.

“Na nossa comunidade muitas pessoas não sabiam, por exemplo, que pilhas não poderiam ser destacadas junto com o lixo comum”, explicou a estudante do 9º ano do ensino fundamental, Helena Maria Trindade Costa.

Além das pilhas, peças de computadores, aparelhos de televisão e celulares também foram recolhidas. Parte do material foi disponibilizada para o curso de informática oferecido na escola, a partir do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). O restante do material foi encaminhado para uma usina, em Varginha.

Água

Há casos em que a realidade local é um grande motivador para o desenvolvimento de um projeto específico. No Norte de Minas, o município de Indaiabira sofre com a seca e pensando em sensibilizar a população para o consumo consciente da água, alunos e educadores da Escola Estadual Joaquim Vieira desenvolvem o projeto +Água na escola. A iniciativa consiste na implantação de um sistema de captação da água da chuva para fins não potáveis.

“Nosso município passa por uma grande seca. Meu avô, por exemplo, é produtor rural e a fazenda dele mais parece um cemitério de animais. Diante disso nos perguntamos se é esse futuro triste e escasso que queremos para a gente. Imagina o nosso paleta daqui a 200 anos. Daí surgiu a ideia de aproveitar a água da chuva”, explica o estudante do 8º ano do ensino fundamental, Breno Kevin Noronha Oliveira.

As calhas e os coletores para o sistema de armazenamento serão feitos a partir de garrafas pet. O material tem sido recolhido pelos alunos na comunidade onde moram. Com o sistema pronto e em funcionamento na escola, a intenção é que a medida possa despertar na população a adoção da medida em nas residências.

Comunidades tradicionais e assentamentos

Minas Gerais também terá os seus representantes na categoria Comunidades Tracionais e Assentamento. A representação da categoria ‘Quilombola’ será feita pela Escola Estadual Margareth Barroso Pinto, em Sabinópolis, no Vale do Rio Doce. Já a categoria ‘Assentamento  será com a Escola Estadual Chico Mendes, em Arinos, Noroeste de Minas. A categoria Indígena’, por sua vez, será representada pela Escola Estadual Capitãozinho Maxakali, em Bertópolis, no Vale do Mucuri.

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