quinta-feira, 10 de Novembro de 2011 09:18h Atualizado em 13 de Novembro de 2011 às 16:02h. André Bernardes

Escolas estaduais podem entrar em greve novamente

Após mais de 34 dias do fim da greve dos professores estaduais, o impasse entre a classe e o Governo Estadual ainda não terminou. Amanhã, 10, as escolas estaduais irão paralisar as atividades para um assembleia onde serão discutidas as propostas do Governo.


A greve que durou 112 dias ainda causa reflexos em alunos e professores. Correndo  contra o tempo, as escolas que aderiram a greve tentam repor os dias de aula para concluir o ano letivo, trabalhando nos finais de semana e feriados. Porém de acordo com  coordenadora de departamento e políticas sociais do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação, Sind-UTE, Maria Catarina, o Governo não está cumprindo com algumas promessas. “O Governo disse que não descontaria a greve do trabalhador e está descontando além de assinar um decreto sobre o piso salarial onde ele desvaloriza o tempo de carreira e a nossa graduação” contou Maria Catarina.


Durante a greve, o sindicato exigiu o valor do piso salarial corrigido de R$1.187 mais os benefícios adquiridos. O piso salarial de Minas Gerais é o oitavo pior do país, no valor de R$ 369 para um professor de ensino médio que trabalha 24 horas semanais. Com a aprovação do piso salarial, nenhum professor da rede estadual, municipal e particular, poderá receber menos que R$1.187. Em Minas Gerais, o governo fez mudanças no pagamento dos professores que revoltaram a classe. Antigamente os professores recebiam aumento no seu salário base a cada dois anos, ou biênio, e a cada cinco anos, ou quinquênio, além de outros benefícios por tempo de carreira e o “pó de giz”, uma gratificação pelos malefícios que o pó do giz causa nestes profissionais. O governo de Minas em 2010 criou o subsídio, que junta todos estes benefícios e paga como um valor fixo, beneficiando quem está começando e desfavorecendo os professores antigos.


Maria Catarina explicou que a greve foi apenas suspensa no dia 27 de setembro, porém se o governo não atendesse as reivindicações, a greve poderá ser retomada. Na tarde de twrça, 8, os professores fizeram uma assembleia municipal para discutir sobre a paralisação. Já a assembleia de amanhã em Belo Horizonte, contará com a presença do sindicato dos trabalhadores na área da saúde, polícia civil e CEMIG. “O governo não pagou para ninguém o prêmio de produtividade, o atendimento no IPSEMG é precário. Estamos cumprindo nossa parte no acordo. Se o Governo não cumprir a dele não podemos garantir que o ano letivo termine e nem que comece o próximo” frisou Catarina.

 

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