quinta-feira, 30 de Julho de 2015 13:32h

Estado inicia reforma do Presídio de Governador Valadares após rebelião

Orçamento previsto é de 2.5 milhões, com prazo de aproximadamente 180 dias para terminar a recuperação das celas

Começaram as obras de recuperação do Presídio de Governador Valadares, numa ação conjunta da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) e do Departamento Estadual de Obras Públicas (Deop), vinculado à Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop). A edificação foi fortemente danificada por depredação e incêndio provocados por detentos rebelados no dia 6 de junho deste ano. A maior parte dos presos teve que ser transferida para outras unidades da Seds.

Segundo o fiscal de obras do Deop, Max Freire, o orçamento previsto é de 2.5 milhões, com prazo de aproximadamente 180 dias para terminar a recuperação das celas. Já o cronograma de entrega do setor administrativo, mais atingido na rebelião, depende de relatório técnico sobre a parte estrutural, que avaliará, inclusive, se haverá necessidade de demolir alguma edificação específica da unidade para que seja reconstruída.

Vinte e oito presos permaneceram na unidade, alojados na única cela que não foi danificada. Destes detentos, 18 cumprem pena no regime semiaberto e têm contrato de trabalho externo em vigor. Os outros dez são do regime fechado e ajudaram na limpeza da penitenciária depois da rebelião, retirando os entulhos que ficaram. Agora, eles se juntaram aos operários para fazer a reforma.

Aproximadamente 50% do quadro funcional de agentes penitenciários da unidade e praticamente todos os técnicos foram transferidos temporariamente para outras unidades prisionais da região. Segundo a direção do presídio, já não há mais nenhum detento ferido na rebelião hospitalizado. O último, que sofreu queimaduras nos pés e nos braços, recebeu alta na última quinta-feira (23/7).

O diretor-geral do presídio, capitão Menezes, destaca a importância para a região da recuperação do presídio. “Esperamos que a sociedade valadarense seja contemplada, o mais rápido possível, com a finalização da reforma. A distância dos presos causa transtorno e dificuldade de deslocamento para os familiares”, conta.

A empresa Brascoemp Brasil Construções e Empreendimentos Ltda é a executora da obra. A supervisão é do Departamento de Obras Públicas do Estado de Minas Gerais (Deop-MG) e o repasse de recursos é feito pela Seds.

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