quinta-feira, 3 de Outubro de 2013 13:13h

Estado quer mais ações de saúde para pessoas com deficiência

Anúncio foi feito nesta quinta-feira (3), em audiência pública que fez balanço de avanços do segmento em 2013.

A coordenadora de Atenção à Saúde da Pessoa com Deficiência da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Mônica Farina, afirmou que o Estado pretende, com a aprovação de um Plano de Ações Estadual, ampliar e qualificar os serviços de atendimento regionalizado para o segmento. A declaração foi dada na audiência pública da Comissão de Defesa da Pessoa com Deficiência da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), realizada nesta quinta-feira (3/10/13), que teve o objetivo de fazer um balanço das atividades do governo estadual em 2013.

Em sua fala, a representante da SES disse que o Sistema Único de Saúde (SUS) vem desenvolvendo uma Rede de Cuidados, que tem, entre outros objetivos, o de criar ações voltadas à atenção básica, reabilitação e odontologia para pessoas com deficiência. Para tanto, o Estado criou e aprovou seu plano de ações, com a finalidade de aumentar de 20 para 70 os serviços especializados, até o ano de 2018. “Queremos captar R$ 174 milhões para obras e R$ 165 milhões para os custeios destas ações”, afirmou.

Mônica Farina destacou, ainda, que Minas Gerais já conta com serviços especializados, voltados para pessoas com deficiências físicas, visuais, intelectuais ou auditivas. “Mais que ampliar esse trabalho, queremos qualificar os profissionais que atendem estsas pessoas, além de desenvolver um centro de referência para identificação precoce de autismo e oficinas de atendimento itinerantes no interior do Estado”, finalizou.

Esporte – O representante da Superintendência de Esportes de Rendimento e de Participação da Secretaria de Estado de Esportes e da Juventude, Frederico Motta, também fez um apanhado das ações da pasta este ano. De acordo com ele, o Seminário de Disseminação do Esporte Adaptado, o Festival Paradesportivo, os Jogos Escolares (com modalidades paralímpicas) e o Bolsa Atleta são os principais ganhos para as pessoas com deficiência. “A inclusão é uma política da Secretaria e esperamos que a participação cresça cada vez mais”, salientou.

Design Universal e outras demandas foram destacadas

Ações do Estado para pessoas com deficiência foram debatidas pelos deputados Ações do Estado para pessoas com deficiência foram debatidas pelos deputados - Foto: Ricardo Barbosa
O designer de interiores Guilherme Miranda apresentou aos deputados e convidados os princípios e objetivos do chamado Design Universal. Segundo o especialista, o estudo existe desde 1987 no Brasil, e tem como missão produzir espaços que sejam acessíveis a todos, independentemente das suas necessidades. Ele explicou que o princípio que norteia a atividade é o de que o design deve elaborar projetos igualitários, adaptáveis, de uso simples, de fácil entendimento e percepção, seguros, confortáveis e abrangentes. “O conceito é novo, portanto ainda é caro e com um longo processo de evolução pela frente”, ponderou.

Cobrança – Na reunião, foram apresentadas, também, diversas demandas pelos convidados, tais como a criação de centro de referência em Belo Horizonte para a pessoa com deficiência, a maior participação das pessoas nos debates dos conselhos estaduais e municipais, a luta contra o fechamento das Apaes e o sucateamento de outras instituições de atendimento e atenção e a maior inclusão no sistema educacional do Estado e no mercado de trabalho.

Foram aprovados, ainda, sete requerimentos, todos de autoria da presidente da comissão, deputada Liza Prado (PSB), com pedidos de providência a órgãos e instituições estaduais e federais. A parlamentar também foi a autora do requerimento da audiência pública que aconteceu nesta quinta-feira (3/10)..

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