sexta-feira, 4 de Março de 2011 00:00h

Estado reúne reitores de universidades públicas mineiras e propõe pacto do ensino superior

Criar o pacto do ensino superior por meio de um grande projeto conjunto e fortalecer a parceria existente entre a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) com as Instituições Públicas de Ensino Superior (Ipes).

Essa proposta foi apresentada pelo secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Narcio Rodrigues, em sua primeira reunião do ano com os reitores das 14 universidades públicas mineiras, nesta quinta-feira (3), no auditório da Fapemig, em Belo Horizonte.

Após assistir à apresentação que mostra o crescimento de todas as instituições públicas de ensino superior de Minas Gerais pelo coordenador do Fórum das Ipes e reitor da Universidade Federal de Alfenas (Unifal), Paulo Márcio de Faria e Silva, o secretário Narcio Rodrigues disse que vai propor um apoio direto à entidade.

O secretário disse que o Governo de Minas vai fortalecer o ensino superior do Estado com a estadualização das seis associadas à Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) e ampliar as parcerias existentes com as universidades federais.

Narcio Rodrigues acredita em um grande projeto conjunto reunindo as competências das universidades e a participação da Sectes e Fapemig para o desenvolvimento do Estado. “Vamos pensar o ensino superior como ferramenta estratégica.

No pacto que estamos propondo, temos condição de construir uma plataforma única com desenho geográfico e metas para que todas as regiões mineiras estejam contempladas com o ensino superior, seja o presencial, seja o ensino a distância”, afirmou.

Para o secretário, um dos grandes desafios é fazer com que as pessoas compreendam a importância da ciência, tecnologia, inovação e ensino superior para se chegar a um novo estágio de desenvolvimento.

Em sua opinião é preciso dar visibilidade política a essa área, integrar as bancadas de senadores e deputados mineiros em torno da causa, mostrar a eles que é possível avançar muito para fazer um estado melhor e sensibilizá-los na questão das emendas parlamentares.

Minas Gerais hoje tem aproximadamente 35 mil vagas por ano nas instituições públicas de ensino superior. Os investimentos da União chegam a R$ 4 bilhões entre recursos dos Ministérios da Educação (MEC) e da Ciência e Tecnologia (MCT), de acordo com o fórum das Ipes.

A participação do Estado nas instituições públicas foi mostrada pelo secretário-adjunto da Sectes, Evaldo Vilela, e pelo presidente da Fapemig, Mário Neto Borges.

Em relação aos projetos de inovação, Vilela ressaltou que parte dos projetos e programas tem parceria com as universidades públicas. Ele destacou os Arranjos Produtivos Locais (APLs) em áreas como, Polos de Excelência e de Inovação, Incubadoras e Parques Tecnológicos.

Com a estadualização prevista, a UEMG que hoje possui cerca de oito mil alunos matriculados passaria a contar com 18 mil alunos, segundo o reitor Dijon de Moraes.

O número de professores saltaria de um mil para três mil nas diversas áreas do conhecimento. Todos os presentes concordaram que é preciso fortalecer o ensino superior estadual.

O presidente da Fapemig mostrou o crescimento do orçamento da Fundação nos últimos oito anos: de R$ 25 milhões em 2003 para R$ 284 milhões em 2010; o número de bolsas passou de 744 para seis mil nesse período; os eventos científicos apoiados pela Fundação chegaram a 1.143 no último ano, enquanto em 2003 foram 263.

Mário Neto Borges explicou que o repasse de 1% do orçamento do Estado à Fapemig tem sido fundamental para o crescimento do apoio e das parcerias com as universidades. “A Fapemig completa 25 anos de fundação, e nos últimos oito anos aplicamos 81% dos recursos investidos em toda a história, o que representa o crescimento vigoroso da instituição”, afirmou.

O reitor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Clélio Campolina, disse que a reunião do secretário com as Ipes foi um momento de dar testemunho: “Minas Gerais avançou extraordinariamente nos últimos anos, através da Sectes e Fapemig. Buscarmos um projeto coletivo é uma ideia muito feliz e a UFMG será parceira”, disse. Também se manifestaram os reitores da Unifei, UFSJ, UFVJM e o coordenador do Fórum das Ipes, Paulo Márcio.

Ele disse que a possibilidade de mais recursos para a Sectes e Fapemig o anima. Aproveitou para dizer que aceita o apoio do Governo de Minas para estruturar melhor o fórum, inclusive com endereço como propôs o secretário Narcio Rodrigues.

Integram o Fórum das Ipes as seguintes instituições: UFMG, Ufop, UFSJ, UFTM, UFU, UFV, Ufla, UFVJM, Unifei, Unifal, UFJF, Cefet-MG, Unimontes e UEMG.
 

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