sábado, 28 de Julho de 2012 09:15h Gazeta do Oeste

Estado terá de se explicar sobre vaga encontrada em manicômio para estudante

O advogado do estudante Amilton Loyola Caires, de 23 anos, que matou o professor Kássio Vinícius Castro Gomes, de 39 anos, dentro do Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix, no Bairro de Lourdes, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, entregou um ofício à Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) pedindo a explicação sobre a abertura de uma vaga em um Manicômio Judicial. O questionamento do defensor é por que o aluno ficou preso por aproximadamente dois anos em uma prisão comum, mesmo sendo considerado inimputável, à espera de uma vaga que não foi disponibilizada.

 

 

O juiz titular da Vara de Execuções Criminais, Guilherme de Azevedo Passos, determinou a soltura de Amilton no último dia 9 para ele fazer o tratamento ambulatorial até a abertura de uma vaga no Hospital Psiquiátrico e Judiciário Jorge Vaz, em Barbacena, na Região Central do Estado. O estudante deixou a cadeia em 18 de julho e no dia seguinte o Estado conseguiu disponibilizar a vaga. 

 

No ofício enviado à Seds, o advogado Bruno Mansur Baratz pede que o superintendente de Gestão de Vagas, Panloneli de Souza Vidal esclareça quais as condições que propiciaram o aparecimento da vaga. “É uma vaga fantasma, surgiu do nada. Ele ficou um ano e quatro meses enxotado na cadeia, e quando ele sai fica um dia na rua e a vaga é encontrada. Ou eles tinham a vaga e não levaram Amilton para lá por maldade, ou soltaram alguém que não podia ser solta, ou eles estão colocando mais um no hospital, o que fica caracterizada a superlotação”, explica o advogado. A Seds informou que ainda não recebeu o ofício.

 

 

De acordo com a Seds, o estudante ainda não deu entrada no Hospital Psiquiátrico e Judiciário Jorge Vaz, em Barbacena, na Região Central do Estado.

 


O crime

 

 

O assassinato do professor ocorreu em 7 de dezembro de 2010. Pouco antes das 19h, Amilton entrou na faculdade e acertou Kássio com uma facada no peito. O estudante fugiu de moto depois do crime, mas acabou preso por militares do Batalhão de Rondas Táticas Metropolitanas (Rotam) quando retornava para casa. Durante depoimento, na época das investigações, o estudante contou que saiu de casa armado com uma faca para “dar um susto no professor”.

 

O universitário foi condenado a três anos de internação em julho do ano passado. A decisão do juiz Glauco Eduardo Soares Fernandes veio depois que o laudo de sanidade mental do acusado que ele é esquizofrênico.

 

 

 

 

 

 

 

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