quarta-feira, 7 de Maio de 2014 07:53h

Estudo do Mapa destaca Minas na fiscalização do comércio e uso de agrotóxicos

A pesquisa traçou uma análise histórica, com dados de 2010 a 2013. Serviços estaduais foram comparados e avaliados em diversos indicadores.

Minas Gerais, por meio do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), é um dos estados que mais fiscalizam o comércio e o uso de agrotóxicos, de acordo com um estudo realizado pela Coordenação Geral de Agrotóxicos e Afins do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O objetivo do estudo foi comparar os serviços estaduais de fiscalização do comércio e uso de agrotóxicos, de acordo com os seguintes indicadores: força de trabalho, valor bruto de produção, número de fiscalizações e número de canais de comercialização. Para tanto, foi realizada uma análise histórica, com dados de 2010 a 2013.

O coordenador-geral de Agrotóxicos do Mapa, Júlio Sérgio de Britto, explica que o estudo permite conhecer a realidade da fiscalização em todos os Estados da Federação. “São identificados aqueles que necessitam de maior suporte para a consolidação e aprimoramento dos serviços de fiscalização e os que são referência”, afirma.

De acordo com os dados, em Minas Gerais, a força de trabalho é composta por profissionais de nível superior e médio que atuam conjuntamente na fiscalização do comércio e uso de agrotóxicos. E o investimento em equipes de fiscalização mantém-se dentro da tendência nacional.

Nas ações de fiscalização do comércio de agrotóxicos, Minas Gerais manteve-se acima da media nacional para o número de ações por profissional.  Já na fiscalização do uso de agrotóxicos nas propriedades, o estado foi o único que ficou acima da media nacional. Também desenvolveu a melhor atuação em propriedades rurais por profissional.

Os dados foram divulgados durante o 12º Encontro Nacional de Fiscalização e Seminário sobre Agrotóxicos (Enfisa), que está em andamento, em Belo Horizonte, de 5 a 9 de maio, no Dayrrel Hotel.

Para o diretor-geral do IMA, Altino Rodrigues Neto, o estudo mostra a importância do intercâmbio de experiências entre os estados  da federação para buscar as melhores práticas de gestão na esfera de agrotóxicos.

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