sexta-feira, 10 de Agosto de 2012 16:21h Gazeta do Oeste

Evento coloca foco na cultura e nas tradições

Com a certeza de que em algumas décadas os recursos minerais estarão cada vez mais escassos e as riquezas de Minas Gerais serão, sobretudo, a cultura e as tradições do nosso povo, foi encerrado ontem, no Espaço Cultural CentoeQuatro, o Minas + Viva. O encontro idealizado pelo jornal Estado de Minas, Rádio Guarani e Portal Uai, com patrocínio da Vale, reuniu alguns dos maiores especialistas em sustentabilidade, cultura e gastronomia, para buscar e propor alternativas à realidade iminente.

Durante os dois dias, o evento buscou propostas para ampliar o conceito de sustentabilidade e mostrar que a questão deve estar ligada, além da preservação do meio ambiente, também às ações incorporadas ao dia a dia do cidadão comum. Nessa busca, tanto a gastronomia quanto a produção cultural podem oferecer inúmeras alternativas. O chef Eduardo Avelar, consultor gastronômico dos Associados Minas, abriu os debates na manhã de ontem anunciando a proposta do governo de Minas de realizar uma política específica para a gastronomia. Representantes do setor receberam a informação com expectativa.

O Minas + Viva foi palco ainda para defensores de antigas tradições gastronômicas, como o Queijo Canastra, os doces de Araxá e a carne de lata de Divinópolis, apresentarem a real situação desses patrimônios imateriais. Em seguida foi a vez dos chefs Ivo Faria (Vecchio Sogno); Eduardo Maya (Comida di Buteco) e do próprio Eduardo Avelar (Sabores de Minas); discutirem com autoridades, líderes, empresários, acadêmicos, formadores de opinião e público em geral, as alternativas sustentáveis para o setor.

Na cozinha do Espaço Cultural CentoeQuatro a oficina Alimentação viva divulgou a linha alimentar baseada no consumo de sementes germinadas e brotos, além de hortaliças, vegetais, frutas frescas, maduras, crus, de cultivo biológico, sem passar pelo processo de cozimento. A repercussão foi um sucesso. “Estamos acostumados a classificar os alimentos pelo grau de calorias, gorduras, proteínas, carboidratos, mas existe uma outra corrente capaz de classificá-los pelo grau de vitalidade que oferecem ao organismo”, explicou a nutricionista Cecília Pacífico Marques Vale, uma das entusiastas da teoria. O estudante de administração Raul Lansky foi outro que se viu atraído pelo conhecimento. “Achei interessante pensar em não precisar dos outros para fazer a própria comida”, disse.

Da reflexão sobre a gastronomia o Minas + Viva abriu, na tarde ontem, a última rodada de discussões, sobre a temática cultural. Alguns dos principais representantes do setor, como Pedro Paulo Cava (diretor de teatro), Chico Pelúcio (ator e diretor do Galpão Cine Horto), Mauro Werkema (presidente da Fundação Municipal de Cultura), Leônidas Oliveira (diretor de Políticas Museológicas de BH), além de Plínio Fróes (sócio-diretor do Rio Scenarium, na Lapa, no Rio de Janeiro), se reuniram para discutir alternativas e soluções ao Centro da capital.

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