segunda-feira, 19 de Setembro de 2016 12:53h SEGOV

Expansão do Jaíba terá participação maior da agricultura familiar

Governo de Minas Gerais planeja etapas 3 e 4 do maior projeto de irrigação da América Latina

A expansão do Projeto Jaíba, considerado o maior projeto de agricultura irrigada da América Latina, contará com a participação social, sobretudo de movimentos ligados à agricultura familiar. A retomada dos trabalhos já começou e a previsão é que as etapas 3 e 4 do projeto, paralisadas há anos, sejam entregues até o fim de 2018.

“Nosso compromisso é fazer um projeto que considere as demandas de quem vive na região. Os trabalhadores rurais são parte da estratégia para impulsionar a produção no Jaíba e garantir mais emprego e renda”, diz o secretário de Estado de Desenvolvimento Agrário, Professor Neivaldo.

Segundo a Ruralminas, o projeto de expansão do Jaíba prevê a implantação de infraestrutura em uma área de seis mil hectares e o assentamento de até 1.200 famílias de agricultores. O canal principal de irrigação da etapa 3 já está instalado.

“Pela primeira vez, os trabalhadores rurais e acampados serão ouvidos porque não achamos legítimo fazer o projeto sem o diálogo. Essa é uma tarefa que o governador Pimentel nos demandou”, afirma a chefe de Gabinete da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), Lígia Pereira.

Ao lado do presidente da Ruralminas, Luiz Afonso Vaz de Oliveira, a missão do Governo de Minas Gerais desembarcou na sexta-feira (16/9) no Jaíba, no Norte de Minas, para uma agenda de trabalho. No roteiro, reunião com diversas lideranças na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, apresentação de bairros com vulnerabilidade social e visita ao projeto.

 

Demandas sociais

O presidente do STR, Adelmar Ramos Novais, afirmou que é preciso uma série de ações de cunho social para garantir a inclusão dos trabalhadores rurais no projeto, que há décadas se desenvolve de maneira desordenada. “Têm famílias que estão acampadas há mais de dez anos no Jaíba e não têm suas terras regularizadas”, diz Adelmar.

Outras necessidades apontadas são o acesso à agua e energia elétrica, reforço da assistência técnica, fortalecimento da comercialização dos produtos e implantação de escolas agrícolas, qualificação profissional para os jovens e de programas sociais, sobretudo no combate ao consumo de drogas.

“Espero que a esperança seja renovada com essa nova etapa do projeto”, afirma o representante dos acampados no Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMRDS), Edvaldo Pires de Souza.

Hoje a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) presta assistência a 2 mil propriedades da agricultura familiar e a 300 produtores da área empresarial das fases 1 e 2 do projeto. A produção diária chega a cerca de 1.200 toneladas, com destaque para a banana, mandioca, manga, limão, abóbora, entre outras culturas.

A ideia do Governo de Minas Gerais é fazer uma gestão integrada às primeiras etapas do projeto, hoje sobre coordenação do Distrito de Irrigação do Jaíba (DIJ). Com a aprovação do projeto de lei do Poder Executivo que extingue a Ruralminas, as ações de responsabilidade da fundação no Jaíba serão executadas por outros órgãos estaduais.

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