quarta-feira, 25 de Setembro de 2013 12:21h

Exportação mineira do complexo soja até agosto soma quase US$ 800 milhões

Resultado é 38% superior ao registrado em igual período de 2012

A receita das exportações do complexo soja (grãos, farelo e óleo), entre janeiro e agosto de 2013, atingiu US$ 789,6 milhões, cifra 38,3% superior à registrada em idêntico período do ano passado, segundo o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). De acordo com avaliação da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a venda do grão, exclusivamente, movimentou US$ 705 milhões, um aumento de 71,1%.
Já as exportações brasileiras do complexo soja, nos oito primeiros meses deste ano, aumentaram 16,1%, até alcançar US$ 24,9 bilhões. Os embarques, no período, alcançaram 46,6 milhões de toneladas, uma variação positiva da ordem de 13% em relação ao volume registrado no acumulado de janeiro a agosto de 2012. 
Conforme a avaliação do superintendente de Política e Economia Agrícola da Seapa, João Ricardo Albanez, a soja produzida em Minas tem apresentado no mercado externo uma boa cotação, sustentada pela demanda mundial principalmente dos chineses. “Eles utilizam o produto para diversos fins, principalmente a fabricação de óleo e para compor a formulação de ração destinada a animais. Por isso, os embarques tiveram um expressivo crescimento no período analisado, o que possibilitou a elevação da receita”, explica.
O complexo soja, em Minas, registrou embarques da ordem de 1,4 milhão de toneladas, volume 42,7% superior ao registrado nos primeiros oito meses de 2012. A soja em grão respondeu por embarques de 1,3 milhão de toneladas, um aumento da ordem de 70%.
Carnes valorizadas
Albanez observa que a receita obtida pelo grupo carnes no acumulado janeiro/agosto também foi positiva: US$ 669,7 milhões, aumento de 13,3% em relação aos oito primeiros meses de 2012. Nesse caso, o volume comercializado aumentou 7,1%, até alcançar cerca de 246 mil toneladas.
A carne bovina puxou os bons resultados do grupo, com uma receita de US$ 275,3 milhões, aumento de 19%. Os embarques, da ordem de 64 mil toneladas, tiveram uma elevação expressiva (29,3%) em função da Rússia, que responde pelo maior volume importado. Já a exportação de frango, com o Oriente Médio na condição de principal comprador, movimentou US$ 247,7 milhões, um aumento de 16,2% em relação ao acumulado dos oito primeiros meses de 2013. “As 131 mil toneladas de frango embarcadas representaram um aumento de 3%. Portanto, houve aquecimento da cotação da carne no mercado internacional”, observa o superintendente.
Outro registro positivo na comercialização externa dos produtos do agronegócio mineiro, entre janeiro e agosto de 2013, foi a ascensão da carne suína, sendo o principal comprador a Rússia. A receita das exportações do segmento alcançou US$ 87,9 milhões, um valor 20,4% superior ao registrado em idêntico período de 2012. O volume exportado foi 30,7 mil toneladas, uma variação positiva de 16,8%.
Ração em alta
Albanez aponta ainda os resultados das exportações de rações animais por Minas entre janeiro e agosto de 2013. O valor foi de US$ 28 milhões em comparação com os US$ 17 milhões registrados no período equivalente do ano passado. “A expansão das vendas (64,7%) é ainda mais evidente se considerarmos que o volume comercializado nos oito primeiros meses deste ano, 25 mil toneladas, já supera em mil toneladas os negócios registrados em todo o ano de 2012.”   

Mel e derivados
O interesse dos compradores internacionais pelos produtos apícolas (mel própolis e cera) extraídos em Minas também está aumentando, conforme os dados do MDIC.  As vendas do setor movimentaram US$ 4,3 milhões, em relação à receita de US$ 3,6 milhões apresentada nos oito meses equivalentes do ano passado. Portanto, um aumento da ordem de 22%.

Exportações MG
Janeiro/agosto 2013 X Janeiro/Agosto 2012
Complexo soja
Receita: US$ 789,6 milhões (+38,3%)
Volume: 1,4 milhão de t (+42,7%)

Grupo Carnes
R$ 669,7 milhões (+13,3%)

Bovina: US$ 275,3 milhões (+19%)
Frango: US$ 247,7 milhões (+16,2%)
Suína: US$ 87,9 milhões (+20,4%)
Rações: US$ 28 milhões (+64,7%)
Mel e derivados: US$ 4,3 milhões (+22%)

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