terça-feira, 7 de Junho de 2016 13:27h Agência Minas

Exportações mineiras avançam em 18% em maio e saldo comercial chega a US$ 1,47 bilhão

Comércio exterior com países como o Chile apresentam avanço nos primeiros meses do ano, na comparação com o mesmo período de 2015

As vendas internacionais do Estado de Minas Gerais continuam avançando. Conforme dados da balança comercial do estado, divulgados pela Exportaminas, unidade da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), na passagem de abril para maio as exportações mineiras cresceram 18,2%.

Os dados são levantados mensalmente em parceria com a Fundação João Pinheiro (FJP).  Com o avanço, o saldo da balança comercial de Minas Gerais atingiu o montante de US$ 1,47 bilhão em maio. As exportações totalizaram US$ 2,04 bilhões, representando um aumento 15,1% em relação ao mesmo mês em 2015.

Já as compras internacionais alcançaram US$ 570,19 milhões, demonstrando um aumento de 8,2% em relação ao mês anterior e uma queda de 23,9% com relação ao mesmo mês de 2015.  Minas Gerais continua contribuindo com o saldo comercial do Brasil, sendo responsável por 11,6% das exportações e 5,1% das importações totais do país no mês analisado.

A China se mantém como o principal destino das exportações mineiras, tendo representado 34,6% do total exportado pelo estado em maio. Em seguida aparecem os Estados Unidos, com participação de 6,8%; Países Baixos, com 6,6%; e Japão e Argentina com 5% do total exportado pelo estado.

Em maio, a China foi o principal fornecedor de Minas Gerais, com 22,1% da pauta, seguido por Estados Unidos, com 12,7%, Argentina, com 11,5%, Alemanha, com 7,9%, e Itália, com 5,3% do total importado pelo estado.

Os produtos que lideraram o ranking dos mais exportados por Minas Gerais em maio foram minérios de ferro (36,2%), ferro-ligas, ferro fundido e seus produtos (12,8%), café (11,0%), soja (8,8%) e ouro e pedras preciosas (6,2%).

Em contrapartida o estado comprou, nessa ordem, máquinas e instrumentos mecânicos (27,7%) automóveis e demais acessórios (11,3%), máquinas e aparelhos elétricos (10,3%), adubos e fertilizantes (5,9%) combustíveis e óleos minerais (4,3).

 

Inserção das empresas mineiras no mercado internacional

Graças ao Plano Nacional da Cultura Exportadora (PNCE), cuja Exportaminas é coordenadora estadual, a diretora da Nazinha Produtos Alimentícios, Viviane Moutim Duarte, tem aprendido mais sobre como inserir e melhorar a atuação do seu produto no mercado internacional.

No mercado há 34 anos, a empresa de biscoitos voltados para dietas restritivas (sem glúten e lactose), começou a exportar para os Estados Unidos em janeiro deste ano. Viviane conta que a participação no PNCE foi fundamental e que tem auxiliado a empresa no processo de exportação.

“O PNCE têm ajudado a aprimorar os conhecimentos sobre como ampliar a atuação no mercado internacional. Fizemos diversos cursos sobre adequação do nosso produto e também marketing internacional e pretendemos estar presente em todas as ações do Plano”, reforça Moutim.

As empresas interessadas em participar do Plano podem entrar em contato direto com a Exportaminas por meio do sitewww.exportaminas.mg.gov.br em busca de mais informações.

 

 

 

 

Chile configura importante parceiro comercial de Minas Gerais

De janeiro a abril deste ano o Chile se destacou como importante parceiro comercial de Minas Gerais, sendo que as vendas internacionais do estado para o país aumentaram 79%, passando de US$ 34,0 milhões em 2015, para o US$ 60,8 milhões de janeiro a abril de 2016. 

Entre os segmentos que exerceram maior influência nesse resultado destaque para veículos-tratores, que de janeiro a abril de 2016 apresentou aumento de 78,5% no valor das vendas externas, indo de US$ 8,5 milhões em 2015 para US$ 15,2 milhões no primeiro quadrimestre de 2016.

Outro item que apresentou avanço no período analisado foi o de carnes, que aumentou em 200% o volume de exportações do estado para o Chile, indo de US$ 3,7 milhões para US$ 11,2 milhões, também no mesmo período analisado. Com alta de 64,3%, os produtos siderúrgicos mineiros aumentaram a presença no mercado chileno, o que na prática resultou em um avanço de US$ 3,3 milhões para US$ 5,4 milhões.

 

 

O café mineiro também caiu no gosto dos chilenos, com crescimento de 19,3% (US$ 4,1 milhões no primeiro quadrimestre de 2016 e US$ 3,5 milhões no mesmo período de 2015), seguido por açúcares, com elevação de 180%, indo de US$ 1,2 milhão no mesmo período de 2015, para US$ 3,4 milhões no primeiro quadrimestre de 2016.

Setores de menor importância em termos de valores absolutos para o conjunto da pauta mineira destinada ao Chile também apresentaram aumentos significativos. O desempenho se deu em importantes segmentos da atividade econômica do estado, como por exemplo, laticínios, papel-celulose e pedras e metais preciosos, cujas taxas de crescimento no período alcançaram 63,6%, 435,3% e 193,8%, respectivamente.

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