terça-feira, 19 de Abril de 2016 11:32h

Fechar comércio aos domingos gera desemprego, aumenta a recessão e contraria o consumido

Um projeto de lei para aumentar o desemprego, a recessão e contrariar o interesse do consumidor

Esta é a interpretação que os supermercados fazem do projeto de lei aprovado em primeiro turno nesta segunda-feira, 18, pela Câmara Municipal de Belo Horizonte, que propõe o fechamento de hipermercados e supermercados aos domingos na capital mineira.

O projeto terá ainda que passar pelo segundo turno de votações e, se aprovado, ser submetido à apreciação do prefeito Márcio Lacerda, mas os supermercadistas estão fazendo um alerta aos vereadores para que reflitam sobre os riscos de impedir a atividade econômica justamente em um momento no qual a economia brasileira passa pela maior recessão de sua história.

 

 

 

De acordo com os supermercadistas, o domingo é o segundo maior dia de vendas na semana para a maioria das empresas, sendo que em alguns casos é até o principal. Não funcionar aos domingos poderia levar a uma redução de 20% a 30% no quadro de pessoal das lojas.

Várias lojas de hipermercados estão também localizadas em shopping centers e são importantes atrativos para a frequência de clientes nos centros de compras aos domigos. Ou seja, também as demais lojas dos shoppings seriam prejudicadas e teriam que reduzir seus quadros de pessoal ou mesmo encerrar as atividades.
Em várias lojas de supermercados houve igualmente investimento para a oferta de comida pronta para levar e também em restaurantes, que são importantes pontos para a conveniência e entretenimento dos consumidores aos domingos.

 

 

 

Na contramão

“Ao invés de incentivar a atividade econômica, que gera empregos e impostos, e neste caso também o conforto do consumidor, o projeto de lei aprovado em primeiro turno prega o fechamento das lojas; é um projeto na contramão”, ressalta o superintendente da Associação Mineira de Supermercados (AMIS), Antônio Claret Nametala.
Segundo o executivo, o direito à livre iniciativa também é atingido pelo projeto de lei, uma vez que o empreendedor ficaria cerceado da liberdade de poder determinar a melhor estratégia de funcionamento de sua empresa.

“A decisão de abrir ou não a loja aos domingos tem que ser do prestador de serviço, que conhece as necessidades de seus clientes e em algumas regiões da cidade o domingo é o principal dia de vendas; estes clientes, por exemplo, ficariam muito prejudicados por que o supermercado ficou impedido por lei de funcionar”, ressalta Nametala.

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