quinta-feira, 9 de Junho de 2016 16:52h Agência Minas

Fernando Pimentel defende uso da via política para superar a crise brasileira

Durante solenidade de comemoração dos 241 anos da Polícia Militar de Minas Gerais, governador reafirmou também os compromissos de investir na corporação

O governador Fernando Pimentel e o vice-governador Antônio Andrade participaram nesta quinta-feira (9/6), na Academia de Polícia Militar em Belo Horizonte, da cerimônia de comemoração dos 241 anos da instituição, que é a mais antiga corporação policial do país. Foram condecoradas 124 personalidades com a Medalha Alferes Tiradentes, pela contribuição para a área da segurança pública em Minas Gerais.

Em seu discurso, o governador afirmou que manterá o compromisso de investir na Polícia Militar, dando cada vez melhores condições de trabalho, e que a corporação é fundamental para a “democracia plena”.

 

 

 

“Quero destacar o profissionalismo e o elevado espírito público de todas e de todos os que vestem a gloriosa farda da Polícia Militar de Minas Gerais. Não há democracia plena sem segurança, e não há segurança sem a ação eficiente da nossa Polícia Militar. Por isso, renovo aqui meu compromisso de, mesmo com as enormes dificuldades que o nosso governo enfrenta, continuar apoiando a nossa Polícia Militar e garantindo condições de trabalho adequadas a essa corporação”, disse.

“Nós temos a melhor Polícia Militar do Brasil e eu tenho grande orgulho em ser, neste momento, o seu comandante em chefe. Por isso, minha primeira palavra aqui, senhores e senhoras, é de agradecimento, em nome do povo do nosso Estado, a todos os integrantes da corporação”, acrescentou. 

 

 

 

Citando o contexto político-econômico brasileiro no pronunciamento, Fernando Pimentel afirmou que as soluções para a crise só serão alcançadas pela “via política”. Para o governador, é necessário que o país recupere a “serenidade e a capacidade de diálogo”, e que haja isenção na apuração de denúncias que “tumultuam o quadro político”.

“É verdade que vivemos hoje um momento conturbado da vida nacional. Uma crise econômica profunda que impõe aos governantes orçamentos deficitários e, à sociedade, o castigo do desemprego e do baixo crescimento. O cenário institucional está abalado por sucessivas denúncias que, antes mesmo de serem apuradas com a isenção essencial ao devido processo legal, são divulgadas com estardalhaço, tumultuando ainda mais o quadro político. E nós sabemos todos que na democracia que tanto lutamos para conquistar é pela via política - e unicamente por ela - que podem surgir as soluções para a crise”, disse.

 

 

 

O governador acredita que a nação será contra “soluções autoritárias”, assim como “repudia o ódio, a intolerância e a discriminação”. “Por isso, urge recuperar a serenidade, recriar um ambiente de diálogo e preservar a política como instrumento de construção de soluções e não de produção de impasses e de obstáculos. Momentos tão difíceis como este agora o país já atravessou e soube superar, no espaço da minha geração”, ressaltou.

O governador também conclamou o espírito pacífico da política feita em Minas Gerais para dar o exemplo de serenidade ao país. “Minas Gerais, em especial, terra do equilíbrio e de sensatez política, haverá de dar seu exemplo de serenidade e de trabalho permanente pela pacificação social”, destacou, citando os avanços do Brasil nos últimos 40 anos.

 

 

 

“Soubemos, no espaço da minha geração, transitar do regime autoritário para o democrático sem os traumas que outros países do nosso continente sofreram e ainda sofrem. Vencemos mais de uma década de inflação, equacionando a dívida externa, estabilizando a nossa moeda, e iniciamos um período de crescimento com inclusão social, inédito até então”, pontuou Pimentel.

Participaram da solenidade, além de prefeitos, defensores públicos, militares, promotores de Justiça, parlamentares federais e estaduais, os secretários de Estado deDefesa Social, Sérgio Barboza Menezes, da Casa Civil, Marco Antônio Rezende, e de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, João Cruz Reis Filho, e o Advogado-Geral do Estado, Onofre Alves Batista Júnior. O deputado Ulysses Gomes representou a Assembleia Legislativa de Minas Gerais e o desembargador Francisco Kupidlowski o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

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