terça-feira, 28 de Outubro de 2014 10:58h

Fundação Ezequiel Dias vai produzir remédio como alternativa de tratamento para doenças respiratórias

Ação em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde vai permitir o desenvolvimento de medicamentos fitoterápicos e incorporação deles no Sistema Único de Saúde

Projeto da Fundação Ezequiel Dias (Funed), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), para produção de medicamentos fitoterápicos e incorporação deles no Sistema Único de Saúde (SUS), foi aprovado pelo Ministério da Saúde e contará com financiamento de recursos financeiros para execução. Serão R$ 993.511,00, em verba única, destinados ao projeto que vão atender desde o desenvolvimento até o produto final.

A portaria nº 2.323, que aprova o repasse dos recursos de investimento e custeio, em parcela única para os municípios e estados selecionados pelo edital, foi publicada essa semana. O edital selecionou propostas de projetos de apoio à assistência farmacêutica em plantas medicinais e fitoterápicos, no âmbito do SUS, por meio de laboratórios públicos.

No caso de Minas Gerais, o projeto contempla a produção pela Funed, inicialmente, de dois produtos: o Xarope de Guaco, que atua como broncodilatador, anti-inflamatório e antiasmático, no tratamento de tosses, gripes, resfriados e bronquites, e o Xarope de Espinheira Santa, muito utilizado no tratamento de úlcera gastroduodenal e gastrite.

A inclusão destes medicamentos no elenco do Ministério da Saúde, na atenção primária, é muito importante e vai trazer economia para o SUS, possibilitando à Funed se capacitar para novas pesquisas e novos fitoterápicos para o futuro, conforme explica a coordenadora da Funed, Nery Cunha.

“A elaboração deste projeto na Funed foi muito interessante e peculiar pela visão do nosso presidente, Francisco Tavares Júnior, em entender a instituição como uma só, facilitando todo o processo, permitindo a participação também da Diretoria Industrial e do Instituto Octávio Magalhães, o que foi muito saudável por aproveitar o potencial de pesquisadores de todas as áreas para projetos deste tipo. Se os próximos projetos forem elaborados dentro deste formato teremos todas as chances de aprovação”, avalia Nery.

Próximas etapas

A previsão é que os xaropes estejam disponibilizados no mercado no final do ano de 2015 e início de 2016. “O processo envolve uma série de etapas técnicas que requerem tempo para execução”, explica Nery. Segundo a coordenadora, a Funed também estuda possibilidade de produção compartilhada com outros laboratórios para antecipar a entrega desses produtos no SUS.

“Esta medida significa um grande ganho na área da saúde pública, na oferta de produtos de qualidade, seguros e de baixo custo para o SUS podendo, assim, atender à demanda da sociedade em utilizar medicamentos naturais, tendo um grande apelo para a saúde”, afirma o presidente da Funed, Francisco Antônio Tavares Junior.

Parcerias

Acreditando no grande potencial deste projeto, aponta-se a necessidade de reproduzir a metodologia e de se fazer um projeto conjunto, com a ideia de que, no futuro, a instituição possa fornecer a matéria-prima para a produção de fitoterápicos em outros laboratórios.

Com esta visão, a Funed tem realizado um arranjo produtivo local com outros atores deste projeto para o cultivo de mudas das plantas utilizadas na produção da matéria-prima dos xaropes, podendo também utilizar a área da Fazenda Experimental São Judas Tadeu.

“Esta medida é muito importante por tornar o projeto extramuros, saindo da Funed e envolvendo setores distintos da sociedade, agregando muito valor ao processo”, explica Nery Cunha, que comemora este avanço da Funed e SES e o grande ganho para a sociedade, mas alerta para o perigo da automedicação: “fitoterápicos, apesar de possuírem menos efeitos colaterais, são um medicamento e, como tal, podem trazer efeitos indesejáveis se utilizados de forma indevida. Por isso, é imprescindível indicação médica”, conclui.

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