quinta-feira, 31 de Outubro de 2013 11:26h

Fundo Estadual de Cultura repassa investimentos para 22 projetos na Zona da Mata

Serão beneficiados 16 municípios da região e os recursos somam R$ 871 mil

Os investimentos do Fundo Estadual de Cultura (FEC) direcionados para a Zona da Mata este ano irão contemplar 22 projetos, beneficiando 16 municípios: Além Paraíba, Alto Jequitibá, Cataguases, Juiz de Fora (3), Leopoldina, Manhuaçu, Matias Barbosa, Miraí, Muriaé (2), Palma, Ponte Nova, Rio Novo (2), Santos Dumont, Ubá (2), Viçosa (2) e Visconde do Rio Branco.

Os recursos somam R$ 871 mil. Em Juiz de Fora, o FEC vai propiciar, por meio de dois projetos da Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage (Funalfa), a reforma, modernização e atualização de acervo da Biblioteca Municipal Murilo Mendes, com investimentos de R$ 70 mil. O superintendente da Funalfa, Antônio Dutra, relata que os projetos resultaram das necessidades indicadas pelos funcionários da biblioteca e das solicitações dos usuários por mais títulos. “A partir daí elaboramos os projetos, visando ao enriquecimento do acervo, a adequações físicas preventivas, contra danos naturais do tempo, e adequações na rede tecnológica”, comenta.

A biblioteca conta hoje com cerca de 70 mil exemplares e, com o valor disponibilizado pelo Fundo Estadual de Cultura especificamente para o acervo, Antônio Dutra revela que deverá investir principalmente em literatura. “Temos um setor de memória que é bastante procurado pela ala acadêmica, mas no geral nossa procura maior é livre ou para pesquisas escolares, então devemos investir mais nas literaturas adulta e infantil”, conta.

Com relação às adequações, o superintendente diz que ainda serão definidas, já que o projeto não foi aprovado em sua totalidade. A Biblioteca Municipal Murilo Mendes é considerada a instituição cultural mais antiga em funcionamento na cidade e atende a uma média mensal de 7.200 pessoas. Para Juiz de Fora também foi aprovado projeto da Associação de Produtores de Artes Cênicas de Juiz de Fora (APAC), para Ações Culturais em 2014.

Já em Matias Barbosa, o recurso aprovado pelo Fundo Estadual de Cultura, de R$ 62 mil, será investido na restauração da Capela do Rosário, construída no século XVIII. De acordo com o diretor do Departamento Municipal de Cultura, Turismo, Desporto e Lazer, Geraldo Francisco do Nascimento, a reforma vai atender a um anseio da população e à própria preservação da história. “A capela é um bem tombado, patrimônio nacional, e uma referência histórica não só de Matias, mas do Brasil inteiro”, destaca, referindo-se à tela "A Jornada dos Mártires", pintada por Antônio Parreiras e que retrata os Inconfidentes diante da Capela de Nossa Senhora da Conceição, antigo nome da Capela do Rosário. Segundo Geraldo Nascimento, com o valor deverá ser feita a recuperação do telhado e do piso da capela.

Os outros projetos aprovados na Zona da Mata são: Estação Digital (Além Paraíba); V Festival do Carro de Bois de Alto Jequitibá; Agência de Gestão do Polo Audiovisual da Zona da Mata de Minas Gerais (Cataguases); Restauração do Antigo Cinema Miraí; Centro Cultural João Bracks (Manhuaçu); Estruturação do Teatro Municipal Belmira Vilas Boas (Muriaé); Projeto de implantação Tecnológica da Biblioteca Pública de Muriaé – “Biblioteca Municipal Vivaldi Wenceslau Moreira”; Modernização e Revitalização das Bibliotecas Municipais (Leopoldina); Palma MPB Festival - Festival de Música Popular Brasileira de Palma; Publicação de Livros da Academia de Letras, Ciência e Artes de Ponte Nova; Restauração do Prédio do Paço da Prefeitura Municipal (Rio Novo); Literatura no Rio Novo das Gerais (Rio Novo); Restauração do Centro Cultural "Paulo de Paula" (Santos Dumont); Sentido das canções na tradição do Congado (Ubá); Economia Criativa e gestão de oficinas para desenvolvimento do artesanato com utilização de resíduos industriais do Polo Moveleiro de Ubá; Caravana Artería (Viçosa); Asas da Liberdade (Viçosa); e Arte Musical Osvaldo Vichi de Oliveira (Visconde do Rio Branco).

Economia criativa

Ensinar jovens a criar peças com resíduos das indústrias moveleiras. Com este objetivo, o Movimento Cultural São José (MCSJ), de Ubá, desenvolveu um dos projetos que também foi aprovado para receber recursos do Fundo Estadual de Cultura. A produtora cultural e gestora do MCSJ, Moema de Souza Carneiro, conta que trabalho parecido já foi desenvolvido com idosos, mas que agora o projeto vai acontecer com os jovens. “Percebemos a necessidade de envolver os jovens. Vamos ensinar a criar a peça, a executar a produção e direcionar para colocar essa peça no mercado, através de possíveis parcerias com as próprias fábricas de móveis e a realizações de feiras, por exemplo”, comenta. O projeto vai receber R$ 45 mil. Denominado “Economia criativa e gestão de oficinas para desenvolvimento do artesanato com utilização de resíduos industriais do Polo Moveleiro de Ubá”, deverá atender a 30 jovens.

FEC 2013

O Fundo Estadual de Cultura aprovou, este ano, 153 projetos não reembolsáveis, sendo 136 para o interior e 17 para a capital. No total, o Governo de Minas destinará R$ 6,5 milhões em investimentos para o FEC em todo o Estado. Um projeto com financiamento reembolsável também foi encaminhando ao Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), para avaliação financeira e jurídica.

O resultado foi publicado pela Superintendência de Fomento e Incentivo à Cultura no Diário Oficial dos Poderes do Estado – Minas Gerais. A Zona da Mata foi a segunda região que teve maior número de projetos aprovados em 2013, atrás apenas da região Central. O FEC tem como objetivo dar apoio financeiro a ações e projetos que visem à criação, produção, preservação e divulgação de bens e manifestações culturais no Estado e estimular o desenvolvimento cultural do Estado em suas regiões, com foco prioritário para o interior.

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