sexta-feira, 4 de Abril de 2014 11:56h

Governador fala sobre perspectivas e sucessão em entrevista no Palácio da Liberdade

"A nossa decisão não será outra, a não ser continuar na obsessão de diversificar a economia sem descuidar daquilo que é essencial", afirma o governador.

Nesta sexta-feira (04/04), o governador Alberto Pinto Coelho declarou, em entrevista concedida no Palácio da Liberdade, que o eixo norteador das ações de governo será mantido, assim com o espírito na condução dos projetos do Governo de Minas.

"A nossa decisão não será outra, a não ser continuar na obsessão de diversificar a economia sem descuidar daquilo que é essencial à nossa economia, à nossa história, que é a nossa vocação minerária e a nossa vocação para o agronegócio", declarou Alberto, à imprensa.

Confira, a seguir, a entrevista na íntegra:

Repórter: Governador, dos dezessete secretários, quantos ficam, de acordo com o anúncio de amanhã?

Governador: Nosso governo, como eu tenho afirmado, é um governo de continuidade, de sequência à obra do governador Antonio Anastasia. Nós vamos, sábado, amanhã, anunciar o novo secretariado. O que eu posso adiantar e afiançar é que o chamado núcleo de governo, que são as secretarias que compõem basicamente as atividades meio, certamente, serão todas elas mantidas, uma vez que o Norte do governo, os projetos elencados, as ações implementadas e o legado de governo permanecem. Naturalmente, só troca o governador. O espírito também permanece. Portanto, eu vou anunciar em breve. As mudanças são pontuais, decorrem deste processo momentâneo de sucessão de governo, mas não representam, em momento algum, o desvio da rota, da estrela guia, do norte que pautou os governos Aécio Neves e Antonio Anastasia.

Repórter: Esse novo secretariado vai mudar em função das campanhas eleitorais?

Governador: Estamos vivendo um momento em que não temos como contar com aqueles que vêm compor secretariado que são detentores de mandato. Exatamente porque voltam para a cena política na busca de novos mandatos. Portanto, nós vamos ter um perfil certamente mais técnico, mas, com certeza, embasados pela aliança que compõe a base de governo e o mais importante todos eles dotados de espírito público, de compromisso com os interesses de Minas e dos mineiros.

Repórter: Quais partidos vão ganhar mais espaço?

Governador: Todos os partidos estarão representados.

Repórter: E o PT de São Paulo?

Governador: A realidade partidária, no país contemporâneo, leva a ter todos os partidos, sem exceção, numa situação diversa. Em cada estado eles têm um caminho a seguir. O nosso partido não foge a essa regra, o Partido Progressista. Em que pese, na maioria dos estados, é ele estar atrelado ao projeto do PSDB, como é o caso de Minas Gerais, onde somos parceiros nucleares desse projeto. Eu, para não me alongar sobre isso, cito o exemplo do Paraná, do governo Beto Richa. Agora também no Rio Grande do Sul, com a presença da nossa senadora Ana Amélia, que será candidata ao governo do Rio Grande do Sul, só para ficar nesses exemplos. A nossa realidade não difere da realidade dos outros partidos. Mas é meu dever estimular o nosso partido a examinar a candidatura do senador Aécio Neves.

Repórter: O senhor vai usar o peso do senhor como governador de Minas?

Governador: Certamente. Estando à frente do Governo de Minas, com os companheiros que compõem a bancada federal e estadual do nosso Estado, estaremos mobilizados no sentido de sensibilizar o Partido Progressista para acompanhar o senador Aécio Neves.

Repórter: Qual perspectiva do senhor para o desenvolvimento econômico agora nesse ano?

Governador: Tem sido perseguido pelo Estado a sua diversificação econômica, como eu disse, a agregação de valores, trazendo para cá novas indústrias em todo o território mineiro. A nossa decisão não será outra, a não ser continuar na obsessão de diversificar a economia sem descuidar daquilo que é essencial à nossa economia, à nossa história, que é a nossa vocação minerária e a nossa vocação para o agronegócio. Vamos nos dedicar a projetos que já estão aí elencados com relação à mobilidade urbana, principalmente da Região Metropolitana de Belo Horizonte, levando avante, como eu disse em meu discurso, o transporte leve sobre trilho e o Rodoanel Norte, que já se encontra em fase de preparo para licitação.

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