sábado, 12 de Dezembro de 2015 04:29h Atualizado em 12 de Dezembro de 2015 às 05:39h. Pollyanna Martins

Governo Estadual divulga número de casos notificados de microcefalia em Minas Gerais

A microcefalia é causada pelo Zika Vírus, e é transmitida pelo mosquito Aedes Aegypt. Em Minas Gerais, já são 29 casos notificados

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) atualizou nessa quinta-feira (10) o número de casos microcefalia em Minas Gerais. De acordo com a secretaria, de 11 de novembro a 10 de dezembro, foram notificados 29 casos no Estado. Os casos estão distribuídos em 21 municípios e estão sendo investigados para a determinação da causa da microcefalia, que pode estar, ou não, associada ao Zika Vírus. Apenas um caso foi descartado à associação ao Zika Vírus, causador da má formação. Na última segunda-feira (7), a presidenta Dilma Rousseff lançou o Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia. No País, já são mais 1.700 casos em investigação.
No início de novembro, quando haviam apenas 11 casos notificados, o Governo Estadual divulgou as ações que seriam feitas em Minas, para evitar que não tivesse um surto da doença no Estado. A SES cumpriu então os protocolos do Ministério da Saúde e reativou a vigilância sentinela, que são equipes das unidades de saúde tecnicamente treinadas para identificar os sintomas agora ligados ao Zika Vírus e, assim, encaminhar para a análise. As unidades foram distribuídas estrategicamente nos municípios de Uberaba, Belo Horizonte, Montes Claros, Teófilo Otoni, Juiz de Fora e Pouso Alegre, aonde tinham casos notificados de microcefalia.
Segundo a Secretaria de Saúde, após a notificação, inicia-se um processo de investigação, conforme o protocolo estabelecido pelo Ministério da Saúde. A primeira etapa deste protocolo é um questionário de investigação da gestante. Conforme as informações coletadas são atribuídas se essa gestante encontrava-se em situação de risco, ou seja, se ela estava em alguma área de transmissão do Zika Vírus, ou se ela apresenta algum dos outros fatores associados à microcefalia, como o uso de substâncias químicas ou processos infecciosos, causados por bactérias ou vírus. A Superintendência Regional de Saúde de Divinópolis informou, através de sua assessoria de imprensa, que na região Centro-Oeste ainda não há nenhum caso notificado.
Aedes aegypti
O Zika Vírus é transmitido pelo mosquito Aedes Aegypti, assim como a dengue e a febre Chikungunya. A indicação da SES é enfrentar a reprodução do mosquito para evitar as três doenças. Em nota, a secretaria afirmou que “as pesquisas mais recentes apontam que mais de 80% dos focos de Aedes aegypti encontram-se dentro dos domicílios, assim, é de fundamental importância a participação da população no controle do vetor”. E indicou ainda as formas de combate ao mosquito: “É importante ressaltar que alguns cuidados simples podem evitar a transmissão, como manter a casa limpa e sem água parada, para evitar os possíveis criadouros; armazenar e destinar corretamente o lixo; jamais descartar qualquer outro material que possa acumular água no quintal de casa, no quintal de vizinhos, na rua ou em lotes vagos; Manter as calhas livres de entupimentos, para evitar represamento de água; manter limpos e escovados os bebedouros de animais domésticos, além de trocar a água diariamente; manter cuidados extras para reservatórios de água: caixas de água devem estar bem tampadas e vedadas. Se optar em armazenar água das chuvas, é importante tampar bem os recipientes.”.

 

Créditos: Pollyanna Martins

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