sexta-feira, 2 de Setembro de 2011 11:25h André Bernardes

Governo propõe piso de R$712, mas professores não aceitam

Parece que greve dos professores da rede estadual de ensino está longe de terminar. O governo anunciou um piso salarial de R$712, mas os professores não aceitaram. Os professores exigem o piso de R$1597,87.


O jogo de empurra começou quando o governo estadual mudou a forma de pagamento dos professores passando para o subsídio. Na forma de pagamento antiga, os professores recebiam gratificações por tempo de serviço. Quanto mais tempo de atuação, maior o salário. Com o subsídio, o governo juntou todos os benefícios em um único valor, igualando o salário de professores novos e antigos. O grande questionamento dos professores sobre o subsídio é a desvalorização dos profissionais antigos, pois os salários serão praticamente igualados com novos professores. Um professor que trabalha para o estado há 26 anos, no subsídio hoje receberia o valor R$ 1401,22; com o atual piso salarial R$ 935 e com o piso reivindicado R$ 1753.
Na manhã de ontem os professores se encontraram para mais uma assembleia municipal onde discutiram as ações da assembleia estadual que aconteceu na última quarta 31.


Giselda Santos, coordenadora do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação Sind-UTE Divinópolis começou seu pronunciamento se dizendo envergonhada em repassar o piso proposto pelo governo. “O Anastasia disse que não pagava menos de R$1200 para os professores e agora retroagiu oferecendo R$712 acabando com a carreira dos professores” disse.


A greve já dura 88 dias. Em Divinópolis a Escola São Tomás de Aquino teve adesão total à greve. A escola Dona Diva parou totalmente  por três dias, mas voltará na segunda feira para os professores discutirem a greve. A escola Patronato parou na quarta feira e volta às aulas hoje para mais discussões. Mais sete escolas estão parcialmente em greve. “Nós somos bem recebidos pelos diretores, mas eles estão atrapalhando a greve dizendo que o movimento está fraco e muitos professores não estão dando crédito” disse Giselda na assembleia. Depois da reunião, membros do sindicato percorreram as escolas para tentar trazer mais pessoas para greve. Cidades como Itaúna, Oliveira, Cláudio e Perdigão também aderiram ao movimento.
Ontem, o ministro da educação Fernando Haddad se posicionou a favor do governo de Minas para a contratação de professores substitutos, mesmo sem licenciatura, argumentando a proximidade do exame nacional do ensino médio (ENEM).
 

Na próxima segunda, 5, acontece mais uma assembleia municipal e na quinta, 8 os professores voltam a Belo Horizonte para mais uma rodada de negociação.

 

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