quinta-feira, 25 de Agosto de 2011 10:32h André Bernardes

Greve continua

Governo apresenta proposta, mas professores continuam em greve

Os professores da rede estadual de ensino participaram de uma assembleia na tarde de ontem, 24, em Belo Horizonte para definir novos rumos para a greve iniciada no dia 8 de junho. Já são 70 dias de paralisações, manifestações e pouca negociação


Em Divinópolis, a greve teve pouca aderência. Antes das férias, apenas duas escolas pararam parcialmente e uma integralmente, mas no retorno das aulas em Agosto, o funcionamento nas escolas voltou ao normal. Para a presidente do Sindicato único dos Trabalhadores em Educação, Sind-UTE, o funcionamento das escolas enfraquece o movimento.
 

A greve, porém não reivindica aumento salarial, como acontece em outras paralisações. A reivindicação dos professores é pelo piso salarial. Em Minas o piso dos professores é de R$369 para 24 horas semanais colocando o estado em oitavo lugar como o pior piso salarial do Brasil. A exigência dos professores é que o piso seja de R$1597,87.

 

Subsídio

 

Em janeiro deste ano todos os professores foram incluídos no subsídio, onde todos os benefícios que os professores conseguiam por tempo de carreira foram colocados em um valor fixo. Os professores tiveram até o dia 10 deste mês para optar continuar na carreira antiga, podendo continuar recebendo benefícios como, o quinquênio, um reajuste a cada cinco de trabalho e o vale transporte.


O grande questionamento dos professores sobre o subsídio é a desvalorização dos profissionais antigos, pois os salários serão praticamente igualados com novos professores. Um professor que trabalha para o estado há 26 anos, no subsídio hoje receberia o valor R$ 1401,22; com o atual piso salarial R$ 935 e com o piso reivindicado R$ 1753.


A assessoria de imprensa do Sind-UTE disse que em 70 dias de greve, o governo não mostrou interesse de negociação para o piso salarial. Para solucionar o problema da greve, a secretária estadual de educação divulgou a contratação de professores substitutos. “O sindicato entrou com um mandato de segurança, mas foi indeferido pela justiça, porém recorremos. Em algumas escolas, os alunos estão se recusando a participar das aulas com os professores substitutos”.


O governo anunciou um aumento de 5% no subsídio na última terça, 23. Mais de 224 mil professores terão o aumento a partir deste mês e 152 mil professores do regime antigo aguardam um posicionamento do governo para normalizar as aulas. O piso salarial dos professores está previsto na lei 11738.
 

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