terça-feira, 7 de Agosto de 2012 16:18h Gazeta do Oeste

Greve dos policiais federais pode atrasar voos e retirada de passaportes em Minas

A greve dos policiais federais que começou nesta terça-feira (7) vai mudar a rotina dos mineiros que pretendem viajar tanto para o exterior quanto para o próprio território. Isso porque os procedimentos que são realizados no aeroporto internacional Tancredo Neves, em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte,  serão feitos com maior rigor pelos agentes federais, o que consequentemente vai tomar mais tempo dos passageiros.

Além disso, quem pretende retirar o passaporte para viajar para o exterior terá que se programar – só 20% dos chamados agendados estão sendo atendidos nos postos da Polícia Federal em Minas Gerais. “Só casos de urgência estão sendo atendidos, não queremos prejudicar as pessoas, mas mostrar o quanto é importante o nosso trabalho para a própria segurança delas”, explica o presidente do Sindicato dos Políciais Federais em Minas Gerais (SINPEF-MG), Renato Deslandes.

Cerca de 150 policiais federais se reuniram nesta terça-feira em frente à Superintendência da Polícia Federal, no bairro Gutierrez,  na região Centro-Sul da capital. Eles fizeram um ato simbólico da entrega de armas e distintivos ao Exército para demonstrar a insatisfação com a falta de reconhecimento do governo federal em relação à carreira. Alguns deles seguiram para o Shopping Anchienta, no bairro de mesmo nome, na região Centro-Sul, onde há um posto da PF, no qual há retirada de passaportes.

Outros agentes seguiram para a Unidade de Atendimento Integrada (UAI) no Centro da capital, onde também há atendimento da Polícia Federal. No início da tarde está prevista uma panfletagem na Praça Sete, no Centro de Belo Horizonte, e durante todo o dia uma mobilização com operação deverá ser feita no aeroporto internacional Tancredo Neves, em Confins. “As abordagens aos passageiros variam de acordo com o procedimento, elas podem durar de 5 a 15 minutos. A ideia é fazer um procedimento de segurança rigoroso cumprindo todos os padrões previstos e que não são adotados, muitas vezes, por falta de efetivo”, explica. Segundo ele, isso pode atrasar os embarques e desembarques e, por isso, a recomendação é “chegar cedo para não ter transtorno”.

De acordo com Deslandes, 140 agentes deixaram a Polícia Federal para assumir outro cargo público devido à baixa valorização da carreira. “Há dez anos um agente da polícia federal ganhava o mesmo que um auditor da Receita Federal. Hoje, os auditores ganham o dobro”, indigna-se o presidente do SINPEF-MG. Um auditor no início de carreira recebe, segundo ele, R$ 13.200. Já o agente federal R$ 7.200. “O governo mostrou para nós que um auditor é mais importante do que um policial federal”, opinou.

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