terça-feira, 7 de Junho de 2011 10:31h Natalia Santos

Greve dos professores estaduais começa amanhã

Escolas estaduais conhecem novos diretores e já se preparam para mais uma greve

Em plena discussão salarial e com uma greve prevista para ser iniciada esta semana, houve durante todo o domingo (05) a votação para os diretores das escolas estaduais de Divinópolis. Depois de cinco paralisações, os sindicatos tomaram uma decisão e a partir de quarta-feira (08) iniciaram a primeira greve do ano. 


A Superintendência Regional de Ensino organizou as eleições para os cargos de diretor e vice-diretor nas 134 escolas estaduais do município. Por se tratar de um processo democrático, os novos diretores, após passarem por uma certificação técnica, serão escolhidos pela própria comunidade escolar em que estão inseridos.

 


Das 134 escolas, 86 concorreram com chapa única, 29 escolas com duas chapas inscritas, quatro com três chapas concorrendo ao pleito e 15 escolas não apresentaram nenhum candidato. Dessas 15, duas escolas são do sistema prisional, cuja direção fica por conta da Secretaria de Defesa Social e as outras treze escolas, em que não foram formadas chapas, o próprio colegiado vai indicar se haverá troca da diretoria ou se permanecerá a atual.


Greve


Desde o início do ano os professores junto com o Sind-UTE vêm realizando algumas paralisações a fim de reivindicar alguns pontos, colocados por eles como “alguns direitos”. Depois de cinco paralisações, os sindicatos tomaram a decisão e a partir de quarta-feira (08) iniciaram a primeira greve do ano.


A greve foi agendada na última assembleia da classe em encontro estadual. Segundo a coordenadora de departamento e políticas sociais do Sind-UTE, Maria Catarina, o calendário também vale para Divinópolis e amanhã as escolas do estado começam a aderir a manifestação. “Nossas reivindicações estão em pauta desde o início do ano. Neste meio termo, o piso salarial federal foi aprovado e até agora o governador não se pronunciou sobre a situação estadual”, contou Catarina.


Em contramão as afirmações da coordenadora, Antônio Anastasia em sua vinda a Divinópolis no dia 1ºde Junho, declarou que este ano o Estado aprovou uma remuneração muito acima do piso federal. “É bom esclarecer à exaustão aos mineiros, que o piso salarial nacional foi aprovado em R$1.320,00 por 40 horas semanais. E em Minas o subsídio é de R$1.350 por 24 horas semanais e de R$ 1.650 trabalhando 30 horas. Nós atendemos as normais nacionais e com estes valores Minas passou a ter os melhores salários pagos aos professores”, disse.


Reivindicações


O sindicato exige o valor corrigido de R$1.597,87 mais os benefícios adquiridos. De acordo com Maria Catarina, o piso salarial de Minas Gerais é o oitavo pior do país, no valor de R$ 369 para um professor de ensino médio que trabalha 24 horas semanais. Com a aprovação do piso salarial, nenhum professor da rede estadual, municipal e particular, poderá receber menos que R$1.597. Em Minas Gerais, o governo fez mudanças no pagamento dos professores que revoltaram a classe. Antigamente os professores recebiam aumento no seu salário base a cada dois anos, ou biênio, e a cada cinco anos, ou quinquênio, além de outros benefícios por tempo de carreira e o “pó de giz”, uma gratificação pelos malefícios que o pó do giz causa nesses profissionais. O governo de Minas em 2010 criou o subsídio, que junta todos estes benefícios e paga como um valor fixo, beneficiando quem está começando e desfavorecendo os professores antigos. Apesar das reivindicações, Catarina afirma que o sindicato obteve uma grande conquista neste ano, a eleição para diretores.

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