terça-feira, 27 de Novembro de 2012 05:11h Gazeta do Oeste

Hospital Galba Velloso terá mais segurança

A paralisação dos funcionários do Hospital Galba Velloso, no Bairro Gameleira, Região Oeste de Belo Horizonte, contra a falta de segurança, programada para ocorrer hoje, foi cancelada. A decisão foi tomada em função de garantias de proteção oferecidas aos servidores pela Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), entre elas contratação imediata de vigilantes, a colocação de vigilância eletrônica nos corredores de acesso de pacientes e até a possível instalação de posto avançado da Polícia Militar na porta do hospital. Essa iniciativa, que depende de negociação com a corporação, já é usada em outras unidades da Fhemig, como o Hospital Júlia Kubitschek.

Outras medidas também serão tomadas, como a colocação de escaninhos na portaria, impedindo que os visitantes dos pacientes dependentes de crack portem drogas; a separação de pacientes psiquiátricos dos dependentes de álcool e drogas e o uso de sinalização luminosa ou sonora que possa ser acionada em caso de emergência. Na manhã de ontem, foi convocada reunião de urgência para discutir o problema da violência interna, com a participação dos funcionários, representantes da Fhemig e do Sindicato Único em Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde).

Segundo Renato Barros, coordenador geral do Sind-Saúde, denúncias em relação ao grave problema já haviam sido feitas, mas a iniciativa de convocar o sindicato para conversar surgiu somente depois da publicação de denúncia no Estado de Minas, domingo. Na reportagem, servidores revelaram a existência de tráfico de drogas, como o crack, dentro do Galba, além de ameaças de morte a enfermeiros e técnicos, e atos de agressão entre pacientes e servidores. “A matéria espelhou uma realidade que vem ocorrendo nesta unidade de saúde. Os funcionários estavam engasgados com a situação, que beira o insuportável”, afirmou Barros.

Segundo Antônio Carlos de Barros Martins, presidente da Fhemig, que participou ontem da solenidade de comemoração de 35 anos da instituição, as medidas estão em estudo há 60 dias. “Não é de hoje que toda a sociedade está exposta ao problema do crack”, afirmou. Ele considerou produtiva a reunião com os funcionários e prometeu novo encontro em dezembro para avaliar o resultado das medidas. Nos próximos dias, os pacientes dependentes químicos começam a ter acesso ao tratamento de terapeutas e psicólogos

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