quarta-feira, 25 de Março de 2015 12:30h

IBGE MG Informa - Emprego industrial varia -0,1% em janeiro

Emprego industrial varia -0,1% em janeiro

Em janeiro de 2015, o total do pessoal ocupado assalariado na indústria mostrou variação negativa de 0,1% frente ao patamar do mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, após assinalar acréscimo de 0,3% em dezembro último quando interrompeu oito meses de taxas negativas consecutivas, período em que havia acumulado perda de 4,3%. Na comparação com janeiro de 2014, o emprego industrial mostrou queda de 4,1%, quadragésimo resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto. O índice acumulado nos últimos doze meses recuou 3,4%, em janeiro de 2015, mantendo a trajetória descendente iniciada em setembro de 2013 (-1,0%).

Número de horas pagas é 0,2% maior que em dezembro

Em janeiro de 2015, o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria apontou variação positiva de 0,2% frente ao mês imediatamente anterior, interrompendo oito meses de taxas negativas consecutivas, período em que acumulou perda de 5,1%. Na comparação com janeiro de 2014, o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria recuou 5,2% em janeiro de 2015, vigésima taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto. O índice acumulado nos últimos doze meses, ao passar de -3,9% em dezembro de 2014 para -4,1% em janeiro de 2015, manteve a trajetória descendente iniciada em setembro de 2013 (-1,0%).

A queda nesse indicador teve perfil disseminado, já que dezessete dos dezoito ramos pesquisados apontaram redução. As principais influências negativas vieram de produtos de metal (-10,9%), meios de transporte (-8,4%), alimentos e bebidas (-2,9%), máquinas e equipamentos (-7,7%), outros produtos da indústria de transformação (-10,0%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-8,5%), calçados e couro (-8,3%), metalurgia básica (-8,5%), vestuário (-3,8%) e papel e gráfica (-4,9%). Em sentido contrário, o setor de produtos químicos, com expansão de 1,0%, foi o único com resultado positivo nesse mês.

Valor da folha de pagamento real recua 0,5% em janeiro

Em janeiro de 2015, o valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria recuou 0,5% frente ao mês imediatamente anterior, eliminando parte do avanço de 2,1% registrado em dezembro último. Vale destacar que nesse mês verifica-se a influência positiva do setor extrativo (9,1%), influenciado especialmente pelo pagamento de participação nos lucros e resultados em importante empresa do setor, já que a indústria de transformação (-1,6%) apontou taxa negativa. Na comparação com igual mês do ano anterior, o valor da folha de pagamento real recuou 4,2% em janeiro de 2015, oitava taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto. O índice acumulado nos últimos doze meses, ao mostrar recuo de 1,8% em janeiro de 2015, apontou o resultado negativo mais intenso desde fevereiro de 2010 (-2,3%) e permaneceu com a trajetória descendente iniciada em janeiro de 2014 (1,6%).

O recuo na folha de pagamento real deveu-se a resultados negativos em quatorze dos dezoito ramos investigados, com destaque para meios de transporte (-9,3%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-12,3%), produtos de metal (-10,8%), alimentos e bebidas (-2,2%), metalurgia básica (-4,8%), outros produtos da indústria de transformação (-7,2%), papel e gráfica (-3,8%), máquinas e equipamentos (-1,9%), borracha e plástico (-3,9%) e calçados e couro (-8,4%). Por outro lado, entre os três setores que apontaram resultados positivos nesse mês, o principal impacto foi assinalado por indústrias extrativas (6,7%).
A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na página
www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/industria/pimes/

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