terça-feira, 12 de Julho de 2011 09:40h Sarah Rodrigues

Impasse leva trabalhadores da Copasa à greve

Categoria reivindica condições salariais e planos de cargos e salários
Um impasse nas negociações coletivas entre os funcionários e Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais) leva os trabalhadores à greve a partir de hoje (12). Segundo o Sindágua (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgoto no estado de Minas Gerais), a empresa já foi notificada sobre a decisão dos trabalhadores e todas as exigências legais estão sendo tomadas para não prejudicar a população. A categoria recusou proposta feita pela Copasa, que apresentou como alternativa não aplicar a variação integral da inflação pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) nos salários, mas repassando o percentual retirado para reajustes variados conforme avaliação de desempenho por unidades de trabalho. Os trabalhadores também reivindicam a implantação de um plano de cargos e salários. Durante a assembleia realizada no dia 08, foi aprovada a greve e os sindicalistas fizeram uma homenagem à memória do ex-presidente Itamar Franco, lembrando a aprovação da PEC 50. A lei aprovada na Assembleia Legislativa impedia privatização das empresas estatais, como a Cemig e a Copasa, exigindo plebiscito e quorum qualificado de 2/3 no Poder Legislativo do estado para qualquer projeto neste sentido. Os trabalhadores reivindicam melhores condições de trabalho, adequação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) e a reposição integral das perdas salariais. Segundo a classe o piso salarial é de R$ 578,00. Mesmo os sindicalistas cobrando negociação direta com os diretores da empresa, eles concordaram em realizar uma greve a partir de hoje (12), em todo o estado. Em nota, o presidente do Sindágua-MG, José Maria dos Santos, afirmou que a greve não seria necessária se a empresa valorizasse melhor seus empregados. “A Copasa distribui milhões de reais em lucro para os acionistas, mas não está disposta a investir nos trabalhadores e a qualidade dos serviços prestados para a população vem sendo prejudicada por estrutura que vai sendo degradada”, frisou. O sindicato já notificou a empresa sobre a decisão dos trabalhadores, solicitando o retorno às negociações. “O Sindágua providencia todas as exigências legais que garantem a legitimidade da greve, definindo os setores que serão paralisados e, sobretudo, quais terão o funcionamento mantido para resguardar os serviços essenciais e não prejudicar a população”.

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