terça-feira, 10 de Setembro de 2013 10:39h

Incra/MG pede reintegração de posse da superintendência em BH

Descumprido o prazo dado, pelo superintendente do Incra/MG, ao movimento LCP para desocupar o prédio da superintendência do Incra/MG, em Belo Horizonte, a autarquia decidiu entrar, na tarde desta terça-feira (10), com um pedido de reintegração de posse na

Descumprido o prazo dado, pelo superintendente do Incra/MG, ao movimento LCP para desocupar o prédio da superintendência do Incra/MG, em Belo Horizonte, a autarquia decidiu entrar, na tarde desta terça-feira (10), com um pedido de reintegração de posse na justiça federal. Até o momento, os manifestantes não entregaram a pauta de reivindicações  e não deixaram a superintendência até as 12h, como em acordo firmado para que houvesse uma reunião às 14h. Desta forma, o superintendente, Danilo Araújo, não negociará com líderes da LCP.

 

 

Cerca de 100 integrantes da Liga dos Camponeses Pobres (LCP) do Norte de Minas ocuparam a sede da superintendência do Incra/MG, na tarde desta segunda-feira (09), em Belo Horizonte. A ocupação teve momentos de hostilidade com os servidores do órgão. Sessenta deles foram mantidos em cárcere privado durante mais de duas horas e só foram liberados com a chegada da Polícia Militar. Alguns servidores foram agredidos verbalmente e outro fisicamente. Todas as portas do prédio foram obstruídas pelos manifestantes. No início da tarde desta terça-feira (10), membros da LCP têm interditado, durante intervalos, a Avenida Afonso Pena em frente ao órgão. A avenida é uma das principais vias que cortam o centro da cidade.

 

 

O superintendente do Incra/MG cancelou agenda que cumpria em Montes Claros e retornou à capital às 21h30 da segunda-feira para tentar solucionar o impasse. Porém, a maneira com que a LCP tem conduzido a ocupação não permite qualquer avanço. O Incra/MG ressalta que respeita manifestações feitas de forma democrática, mas que elas precisam ter razoabiliadade e não ameaçar a integridade dos servidores para serem legítimas. Além disso, a falta da pauta de reinvindicações impossibilita qualquer solução por parte dos gestores.

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