sexta-feira, 7 de Outubro de 2016 12:50h Fiemg

Indicadores da CNI apontam nova queda no emprego industrial

Desemprego industrial no Brasil é o maior desde novembro de 2004

A pesquisa Indicadores Industriais da CNI, divulgada nesta última quinta-feira (06/10), aponta queda de 0,4% no emprego durante agosto. Foi a 19ª queda consecutiva, levando o índice para o menor patamar desde novembro de 2004. O documento da CNI ainda revela que no acumulado dos 19 meses o indicador caiu 12,8%.

Além da retração no emprego, o faturamento da indústria baixou em 3,9% e as horas trabalhadas na produção recuaram 3,2%, ambos os dados na comparação com julho de 2016. A indústria operou, em média, com 77,1% da capacidade instalada em agosto, uma alta de apenas 0,3 ponto percentual em relação ao mês anterior.

A massa salarial dos trabalhadores do setor continua em queda. Em agosto, o indicador reduziu 0,6% em relação a julho. O rendimento médio recuou 0,3% na mesma comparação.

Minas Gerais

O emprego industrial em Minas Gerais se manteve estável no mês de agosto. De acordo com a pesquisa Indicadores Industriais da FIEMG,divulgada no dia 4/10, houve uma variação positiva de 0,1%.

Apesar da estabilidade no emprego, o faturamento da indústria mineira caiu 4,5% em agosto frente a julho. O resultado surpreendeu a FIEMG, segundo o presidente do Conselho de Política Econômica e Industrial, Lincoln Gonçalves Fernandes. “Tivemos influência forte de setores exportadores nessa queda, como celulose e extrativo mineral”, salientou. Segundo Fernandes, fatores como queda do preço do minério no mercado mundial e valorização cambial contribuíram para o resultado. O setor de celulose caiu 32,4%, seguido de vestuário (-13,5%) e derivados de petróleo (-7,3%). A indústria extrativa reduziu 6,4%.

Já as horas trabalhadas na produção industrial mineira recuaram 2,3% no mês de agosto. Enquanto isso, a massa salarial dos trabalhadores decresceu 0,7% no mesmo período. No acumulado de janeiro a agosto, o cenário ainda é de recessão em todas as variáveis. O faturamento caiu 12,3%, as horas trabalhadas 5,6%, o emprego 8,9%, a massa salarial 12,4% e o rendimento médio real 2,1%. “O ritmo de queda, entretanto, está menor”, diz Fernandes.

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