segunda-feira, 1 de Dezembro de 2014 08:26h

Índice avalia condições de vida dos idosos mineiros

Resultado de parceria entre ALMG e PUC Minas, índice aborda dimensões como renda e saúde dos idosos

Os mineiros com mais de 60 anos vivem em melhores condições nas regiões Central, Sul, Triângulo e Zona da Mata. Por outro lado, as piores condições de vida desse segmento da população são registradas nas regiões Norte e Jequitinhonha/Mucuri. É o que mostra o Índice de Condições de Vida do Idoso (ICVI-MG), lançado em solenidade realizada na manhã desta quarta-feira (26/11/14) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O índice foi elaborado pelo Observatório Mineiro da Pessoa Idosa, parceria entre a PUC Minas e a ALMG.

Em Minas Gerais vivem 2,3 milhões de pessoas com mais de 60 anos de idade, número que corresponde a 11,8% da população do Estado. O ICVI-MG vai de 0 a 1, sendo que, quanto mais próximo do índice 1, melhor a condição de vida do idoso. No mapa, as localidades com melhor índice estão coloridas em marrom, enquanto que aquelas com piores índices estão em amarelo claro. Medir em números as condições de vida dos idosos foi, segundo a professora e pesquisadora da PUC Minas, Karina Junqueira, a primeira dificuldade encontrada para a criação do índice. “Qualidade de vida hoje é um termo que abarca tudo – bem-estar físico, mental, psicológico – e como poderíamos quantificar isso? Então tivemos que reduzir o conceito e deixar de lado o que era subjetivo”, explicou.

Outro obstáculo, de acordo com a pesquisadora, foi encontrar dados que todos os municípios mineiros tivessem disponíveis. “Os dados da saúde foram os mais difíceis. Às vezes um único município, dos 853 de Minas Gerais, não contava com um dado e isso impossibilitava o uso da informação no índice”, afirmou.

Levando essas dificuldades em conta, foram definidos 12 indicadores, distribuídos em seis dimensões, para medir a qualidade de vida das pessoas com 60 anos ou mais no Estado: 

Índice de Condições de Vida do Idoso (ICVI-MG)
Dimensões Indicadores
Renda
- Renda domiciliar per capita
- Renda do idoso
Educação
- Percentual de idosos analfabetos
- Percentual de idosos com ensino médio completo
Condições de moradia
- Percentual de idosos em domicílio próprio
- Acesso a água encanada
- Acesso a saneamento básico
- Acesso à coleta de lixo
- Acesso à energia elétrica
Saúde - Cobertura da vacina contra a gripe
Demográfica - Percentual de idosos com 85 anos ou mais
Direitos dos idosos - Percentual de idosos que internaram com acompanhante

Conquistas do Movimento Idade com Qualidade foram apresentadas

A solenidade também serviu para a apresentação de um balanço do Movimento Idade com Qualidade. Lançado pela ALMG em 2013, esse movimento pode ser definido como um conjunto de eventos e ações com a finalidade de discutir e acompanhar a implementação de políticas públicas e programas voltados para os idosos.

O deputado Fred Costa (PEN) apresentou os avanços conquistados desde o lançamento desse movimento. Além do ICVI-MG, ele citou a aprovação das Leis 21.144, de 2014, que criou o Fundo Estadual dos Direitos do Idoso, e da 21.121, de 2014, que instituiu o passe-livre para idosos nos ônibus intermunicipais.

Também foram lembradas pelo deputado Fred Costa outras conquistas, como a proposta de inclusão do envelhecimento com qualidade de vida entre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, e a realização do Ciclo de Debates 10 anos do Estatuto do Idoso. A abordagem do tema na edição deste ano do Parlamento Jovem de Minas também foi elogiada por ele. “O que nós buscamos não é só que o jovem tenha preocupação, mas também consciência do que é ser idoso hoje e do que será isso amanhã”, disse.

O presidente da ALMG, deputado Dinis Pinheiro (PP), destacou a importância das conquistas já alcançadas e disse que é fundamental que o ICVI-MG seja efetivamente utilizado para melhorar a vida de todos os idosos do Estado. Ele agradeceu à PUC Minas pela parceria e disse que ela ainda deve trazer outros bons frutos.

Durante o evento, foi assinado um termo para reafirmar o compromisso da ALMG e da PUC Minas em desenvolver estudos e políticas públicas para melhorar as condições de vida dos idosos.

Reivindicações - Durante a reunião, alguns dos presentes se manifestaram para pedir maior assistência aos idosos mais frágeis, que estão em casas de repouso ou na casa de familiares, mas sem condições de reivindicar seus direitos ou de denunciar abusos.

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