quarta-feira, 20 de Novembro de 2013 11:45h

Instalado primeiro bloqueador de celular em unidade prisional de Minas Gerais

Outras unidades receberão a tecnologia, incluindo o Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem

O Complexo Penitenciário Público Privado (CPPP), em Ribeirão das Neves, é a primeira unidade prisional de Minas Gerais a instalar um bloqueador de celular. A tecnologia está em pleno funcionamento há cerca de semana, com bloqueio de sinal para chamadas e envio de SMS de todas as operadoras.

Outros bloqueadores de celular devem ser instalados em 2014. O primeiro deles será o do Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem, que deverá estar em pleno funcionamento em janeiro do ano que vem. Nesta unidade de segurança máxima o investimento para instalação foi de R$1,6 milhão pelo governo do Estado. De acordo com o subsecretário de Administração Prisional, Murilo Andrade de Oliveira, a próxima a receber o equipamento deve ser a Penitenciária Francisco Sá, na região Norte de Minas Gerais.

Para o diretor de Operações do consórcio Gestores Prisionais Associados (GPA) - parceiro privado do Estado na unidade de Ribeirão das Neves -, Hamilton Mitre, a instalação do bloqueador eliminou uma das preocupações referentes à segurança da unidade, abolindo a possibilidade de haver assédio dos monitores e agentes penitenciários, por parte dos presos, para entrada de aparelhos celulares na unidade. Por enquanto, o bloqueador está em funcionamento na Unidade I do complexo penitenciário e está começando a ser instalado na Unidade II. Futuramente, todas as cinco unidades da PPP terão o equipamento.

Nelson Hungria

A tecnologia utilizada na PPP é a mesma que será usada na Nelson Hungria, com equipamentos direcionais, que garantem sinal normal na área externa, sem comprometer a eventual vizinhança. A diferença, de acordo com Mitre, é que como a PPP está situada em uma área rural, afastada das antenas, o nível de bloqueio é pequeno, enquanto na Nelson Hungria a intensidade de sinal deverá ser maior para garantir o bloqueio total.

Para o subsecretário de Administração Prisional, Murilo Andrade de Oliveira, o bloqueador de celular soma-se a outras iniciativas, como o body scan, aparelho de varredura corporal já instalado no CPNH. “Mais uma vez o Estado está investindo em recursos tecnológicos para aumentar a segurança no sistema prisional”, afirmou.

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