terça-feira, 24 de Setembro de 2013 10:10h

INTEGRAÇÃO LAVOURA-PECUÁRIA-FLORESTA É CERTIFICADA COMO TECNOLOGIA SOCIAL

Projeto desenvolvido pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) “Integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) em propriedades de agricultura familiar” foi reconhecida como tecnologia social. A pesquisadora da EPAMIG, autora do projeto,

Projeto desenvolvido pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) “Integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) em propriedades de agricultura familiar” foi reconhecida como tecnologia social. A pesquisadora da EPAMIG, autora do projeto, Maria Celuta Machado Viana, receberá em outubro o certificado pela 7ª Edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social. Foram reconhecidas 192 tecnologias das 1011 inscritas, sendo que 20 são de Minas Gerais.

“Essa tecnologia permite a reinserção de áreas degradas no sistema produtivo. Segundo Celuta, esse sistema é uma alternativa para uma agricultura mais sustentável. “Mais de 500 técnicos da Emater-MG foram capacitados ao longo dos últimos cinco anos”. Várias Unidades de Demonstração foram implantadas em propriedades familiares, em parceria com a Secretaria de Agricultura Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), Emater-MG, Embrapa Milho e Sorgo e instituições de ensino.

Desde 2007 são desenvolvidos pesquisas na Fazenda Experimental da Empresa, em Prudente de Morais abordando o tema ILPF. Na região Central de Minas Gerais, cerca de 400 hectares de pastagens degradadas foram recuperadas utilizando este sistema, em 29 municípios, abrangendo mais de 80 produtores.

No município de Maravilhas, produtores rurais obtiveram sucesso no consórcio de eucalipto, pastagem de capim braquiária e milho para silagem. O produtor Dirceu Gonçalves dos Reis, da Fazenda Água Limpa, recuperou seis hectares da sua propriedade familiar com o a integração. Ele conta que em 2012 extraiu uma parte do eucalipto para estruturar sua propriedade. “Além de recuperar boa parte do solo da minha fazenda, com a venda eucalipto comprei um trator e ainda aumentei minha produção leiteira, que passou de 150 litros para 450 litros por dia”. Para Dirceu o maior ganho foi o aprendizado, os conhecimentos transferidos pela EPAMIG e Emater-MG. “Aprendi a importância da análise de solo e comprei mais equipamentos”. A expectativa do produtor é plantar sete hectares de eucalipto.

De acordo com Celuta, a safra de milho no ano de implantação do sistema   apresenta maior possibilidade de retorno econômico, pois no início, o eucalipto compete menos com a lavoura por nutrientes, água e luz. “A lavoura deve ser priorizada, e a colheita desta primeira safra contribui para amortizar o custo de implantação do sistema de ILPF”, ressalta.

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