segunda-feira, 21 de Outubro de 2013 04:42h

Investimentos do Estado em esgotamento sanitário chegam a mais de R$ 1 bilhão em 2013

Copasa direciona ações para fortalecer os serviços públicos oferecidos aos cidadãos, transformando a realidade de milhares de pessoas no Estado

Além de assegurar serviços de qualidade para a população mineira, a gestão pública desenvolvida pelo Governo de Minas na área de saneamento básico é referência nacional. Cerca de 9 milhões de mineiros residentes em áreas atendidas pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) já contam com serviços de esgotamento sanitário, número que coloca o Estado entre os mais bem servidos do país neste quesito. O resultado reflete os investimentos que o Governo de Minas, por meio da Copasa, vem direcionando, desde 2003, para ampliar o atendimento com coleta e tratamento de esgoto no Estado.

No final de 2002, a Copasa investia, em média, R$ 170 milhões em saneamento básico ao ano. Em 2013, este investimento será de R$ 1,05 bilhão, incluindo a Copanor, subsidiária da empresa que atua nas regiões de menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). O reflexo desse salto no investimento é visível: em Minas, a área de concessão da Copasa conta hoje com 20,8 mil quilômetros de redes implantadas e 2,3 milhões de ligações de redes domiciliares à rede da Copasa. Hoje, dos 853 municípios mineiros, 279 têm cobertura com serviços de esgotamento sanitário. De toda a população urbana atendida pela empresa, 83% têm coleta de esgoto, índice superior à média nacional, de 57%.  A meta do Governo de Minas para 2016 é chegar a 85% de atendimento.

O esforço iniciado em 2003 foi reforçado em março deste ano, quando o governador Antonio Anastasia lançou o Programa Água da Gente, que vai investir, até 2016, R$ 4,5 bilhões, beneficiando 15,2 milhões de pessoas com abastecimento de água e 10,1 milhões com tratamento de esgoto. Para o presidente da Copasa, Ricardo Simões, isso significa que, nos próximos anos, Minas tende a avançar ainda mais em relação aos demais Estados nessa área. Traduzindo os números em benefícios para esgotamento sanitário, pelo Água da Gente serão construídas outras 107 Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs).

Reconhecimento nacional

Pesquisa divulgada no último dia 27 de setembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que os mineiros têm mais acesso aos serviços básicos em relação à média da população brasileira. De acordo com a Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio (PNAD), no tocante ao acesso à rede coletora de esgoto, no Estado o percentual médio de domicílios atendidos chega a 77,3% e, no Brasil, não ultrapassa a casa dos 57,1%. Esses índices são inferiores aos 83% de atendimento com coleta de esgoto pela Copasa, nas áreas de concessão de serviços. Para o abastecimento de água por rede geral, a média de domicílios atendidos, em Minas, chega a 86,3%, contra 85,4% no país.

Já o Instituto Trata Brasil divulgou, em 1 de outubro, pesquisa apresentando o ranking do saneamento no Brasil. O estudo aponta, entre as 100 maiores cidades do país, quatro municípios atendidos pela Copasa entre os melhores índices de atendimento à população com serviços de esgotamento sanitário: Montes Claros, Belo Horizonte, Contagem e Betim.

O tratamento de esgoto traz benefícios não só ao meio ambiente, mas contribui para a redução de doenças ocasionadas pela falta de saneamento básico, como diarreia, hepatite A, febre tifoide, entre outras. E estudos a esse respeito também trazem Minas Gerais em posição de destaque. De acordo com pesquisa divulgada pelo Instituto Trata Brasil, em 2011, sobre a relação entre esgotamento sanitário inadequado e os impactos na saúde da população, as principais vítimas da falta de tratamento esgoto são as crianças de 1 a 6 anos.

Os dados apontam que morrem 32% mais quando não dispõem de esgoto coletado. O estudo cita municípios atendidos pela Copasa com serviços de coleta e tratamento de esgoto entre os menores índices de internação por diarreia. É o caso de Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte que, ocupando a décima posição, teve queda de quase 50% na taxa de internação de 2010 para 2011.

Tecnologia avançada

Neste cenário, as ETEs são fundamentais para preservar recursos hídricos e a saúde da população. Essas estações possuem mecanismos que purificam, por meio de processos diferenciados, a água que foi utilizada pela população, retornando à natureza sem comprometer a qualidade dos cursos de água. A Copasa está investindo em tecnologia avançada na construção e operação das ETEs.

O sistema de esgotamento sanitário é composto por infraestrutura complexa, que requer, também, obras de implantação, melhorias e expansão de redes coletoras (tubulações que recebem os esgotos gerados nas residências, estabelecimentos comerciais e industriais) e interceptoras (redes que possibilitam o transporte do esgoto coletado até a ETE de esgoto. Entre 2003 e 2013, a empresa investiu cerca de R$ 4 bilhões nestes empreendimentos (incluído valor previsto para o ano de 2013).

A Copasa atua, também, em localidades de baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) em Minas Gerais, por meio da subsidiária Copanor, nas regiões Norte e Nordeste do Estado. Neste cenário, cerca de 30 mil pessoas contam com serviço de esgotamento sanitário implantado. Outro foco primordial para a Companhia é a interligação à rede pública de imóveis ainda não conectados. Essa iniciativa proporciona o direcionamento do esgoto às ETEs, para tratamento ambientalmente correto. Entre julho de 2012 e junho de 2013, foram executadas mais de 113 mil novas ligações. Municípios atendidos pela Copasa com serviço de esgotamento sanitário entre os 100 melhores do saneamento do Brasil.

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