segunda-feira, 24 de Setembro de 2012 15:54h Gazeta do Oeste

Justiça deve decidir nesta terça-feira se Bola irá a júri popular por mais um assassinato

O ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, vai sentar novamente nos bancos dos réus. Desta vez, ele participará de uma audiência de instrução, marcada para esta terça-feira no 1º Tribunal do Júri do Fórum Lafayette, em Belo Horizonte, sobre o caso da morte de Devanir Claudiano Alves, onde é acusado de ser o executor. O comerciante Antônio Osvaldo Bicalho, que seria o mandante do crime, também participará da oitiva.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, o assassinato aconteceu na noite do dia 27 de julho, de 2009, no Bairro Juliana, na Região Norte de Belo Horizonte. O crime foi na rua 2, próximo a casa da vítima, que estava acompanhada de sua filha. O comerciante Osvaldo Bicalho, que a exemplo de bola, é criador de cães de raça, teria descoberto que Devanir, mantinha relações amorosas com a mulher dele. Bicalho, então, teria combinado a morte do rival com o ex-policial, fazendo pagamento em armas e cães.

Ainda de conforme as acusações, por ocasião do homicídio, a filha da vítima e uma testemunha, cujo o nome não foi revelado, deram uma descrição do assassino semelhante as características físicas de Marcos Aparecido. Os dois contaram que Devanir Alves caminhava próximo a sua casa quando Marcos, que já via sido visto na cena do crime várias vezes, o chamou pelo nome. Devair ao olhar para trás e responder o chamado foi morto sem chance de defesa com três tiros na cabeça.

Entre as provas técnicas, foi constatado que logo após a execução, Bola ligou para Antônio Bicalho. Com a prisão de Marcos Aparecido durante as investigações sobre o suposto desaparecimento e morte de Eliza Samudio, ex-namorada do goleiro Bruno Fernandes, a filha de Devanir e a testemunhas reconheceram as imagens dele na televisão como sendo o assassino. Posteriormente foi feito o reconhecimento oficial.

Na audiência marcada para esta terça-feira, serão ouvidos oito testemunhas de acusação. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) não soube dizer quantas pessoas arroladas pela defesa irão falar. A expectativa é que os réus também prestem depoimento. A sessão está marcada para começar às 14h30.

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