quarta-feira, 26 de Fevereiro de 2014 06:51h Atualizado em 26 de Fevereiro de 2014 às 07:00h.

Justiça propõe acordo e greve dos rodoviários de BH fica suspensa até decisão

A juíza do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Minas Gerais, Wilméia da Costa Benevides, apresentou proposta para o fim da greve dos rodoviários de Belo Horizonte, após reunião com as duas representações sindicais.

As categorias devem votar as propostas em assembleia e dar uma resposta à Justiça, no dia 7 de março. Enquanto isso, a paralisação fica suspensa e os rodoviários devem voltar ao trabalho.

Entre as propostas apresentadas pela juíza, está o reajuste linear de 7,26% no salário, no vale-alimentação e em outras formas de remuneração; jornada de 6h20, com acréscimo de uma hora de descanso, a ser fracionada ao longo da jornada; e acréscimo de 15% sobre o salário-base por cada hora em que o motorista dirigir o move (ônibus biarticulado, mais longo do que os ônibus tradicionais). Além disso, a proposta prevê não descontar dos trabalhadores os dias parados, bem como o reconhecimento da legalidade da greve.

A audiência no TRT começou às 17h e durou cerca de quatro horas. Nesse período, a juíza Wilméia conversou em separado com cada categoria: três vezes com os representantes dos rodoviários e duas com o sindicato patronal. Participaram do encontro o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros Metropolitanos (Sintram), a Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado de Minas Gerais (Fettrominas) e o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de BH e Região (STTRBH).

A paralisação dos rodoviários da capital mineira começou ontem (24), com os rodoviários reivindicando reajuste de 21,5%, vale-alimentação de R$ 450, fim da dupla função – motoristas que também fazem a cobrança das passagens – e jornada de seis horas.

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