quarta-feira, 28 de Janeiro de 2015 09:07h Atualizado em 28 de Janeiro de 2015 às 09:11h. Lorena Silva

Lagoa da Prata volta atrás e decide cancelar carnaval

Falta de segurança seria o motivo para não realizar a festa

Após uma semana em que diversas cidades da região decidiram suspender a realização do carnaval – devido a dificuldades financeiras e risco de falta de água – e depois de ter confirmado que manteria a festividade, Lagoa da Prata voltou atrás e decidiu cancelar o carnaval do município.
Em nota divulgada na tarde de ontem, a prefeitura explica que a decisão foi tomada diante do fato de que a maioria das cidades de Minas Gerais, principalmente aquelas próximas a Lagoa da Prata, cancelaram a festa. Desse modo, o município passou a temer que boa parte dos foliões se deslocassem para a cidade, causando problemas na segurança pública.
“Em contato com autoridades da área de Segurança Pública, concluímos que boa parte destes foliões poderia vir para o nosso município, onde não teríamos a necessária segurança para os visitantes e a população de Lagoa da Prata. Frisamos que não temos problemas com racionamento de água e nem financeiro. O cancelamento foi um ato de prudência e responsabilidade, pensando exclusivamente na segurança pública e estrutural para o número maior de visitantes”, diz o comunicado.

 

OUTROS MUNICÍPIOS
Assim como Lagoa da Prata, outros municípios da região também decidiram cancelar o carnaval. Em São Gonçalo do Pará, o motivo foi financeiro. De acordo com o prefeito, Antônio André, o município optou por utilizar a verba que seria aplicada na festividade em setores considerados mais importantes. Em Arcos e Formiga, os recursos financeiros também foram apontados como justificativas para o cancelamento.
Em Itapecerica e Oliveira o motivo para o cancelamento é o risco de falta d’água. Em Oliveira, a prefeitura alega que “os mananciais não se recuperaram do longo período de estiagem do ano passado”. Já em Itapecerica, a prefeitura divulgou um comunicado, no qual explica que a decisão foi tomada “considerando que o aumento significativo de pessoas no município poderá desencadear uma série crise de abastecimento de água tratada à população.”

 

Crédito: Divulgação

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