sábado, 20 de Outubro de 2012 09:35h Gazeta do Oeste

Leishmaniose volta a matar em Minas

A morte do entregador Geraldo Quirino Junior, de 34 anos, quarta-feira, em Montes Claros, causada por leishmaniose visceral, despertou a atenção para o reforço da vigilância contra a doença, também conhecida como calazar, que tem como hospedeiro o cachorro e é transmitida ao homem pelo mosquito flebótono. Estima-se que a cidade tenha cerca de 65 mil cães.

De acordo com o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Montes Claros, de 2007 a 2011, foram confirmados 129 casos humanos, com 10 óbitos. Geraldo Quirino foi a segunda vítima da doença este ano no município, informou o setor de Vigilância Epidemiológica da Superintendência Regional de Saúde (SRS). Em agosto, foi iniciado na cidade um estudo inédito do Ministério da Saúde para o combate da leishmaniose visceral, com o uso de uma coleira à base da substância deltramina (a 4%), que funciona como inseticida e repelente, protegendo os cães contra o mosquito. Ação inédita no mundo, o projeto atingirá 12 cidades em sete estados.

Geraldo morreu no Hospital Aroldo Tourinho, e a família alegou que somente na segunda-feira, depois de 13 dias de internação do rapaz, foi comunicada de que ele havia morrido com leishmaniose visceral. Segundo alguns parentes, domingo passado houve atraso na medicação de Geraldo devido à falta de um medicamento. O hospital não se manifestou sobre o caso.

Os pais de Geraldo suspeitam que ele tenha sido contaminado por um cão doente da família e que o CCZ demorou para recolher o animal. “A informação não procede, pois, cumprimos um agendamento, e sempre que recebemos pedido o recolher um cão doente de calazar o recolhimento é feito dentro de no máximo 72 horas”, garantiu o chefe do CCZ, Edvaldo Freitas. Dos 44.228 exames preventivos em cães realizados na cidade no período de 2009 a 2011, 2.472 foram positivos.

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