quinta-feira, 10 de Maio de 2012 13:32h

Lenha ecológica é produzida em Carmo do Cajuru e beneficia APL de Móveis

O aproveitamento de  restos de madeira,  serragem e maravalha, classificados como resíduos em diversas indústrias de móveis, está sendo transformado em briquetes pela indústria Renovar Energias Alternativas, em Carmo do Cajuru, Minas Gerais.  O nome briquetes, lenha ecológica reciclada,  vem de um processo chamado briquetagem onde os restos de madeira, ou  serragem de madeira são transformados em  blocos cilíndricos compactos de alta densidade, sem qualquer tipo de aglomerado, após ser submetida à pressão e calor, se moldando em nova forma. Utilizado como combustível em fornos, caldeiras, aquecedores, torradores, de pizzarias, restaurantes e padarias, no lugar da lenha ou carvão vegetal, o produto está ajudando a preservar a natureza, antes ameaçada por queimadas de serragem em fundos de quintal, lixão, uso incorreto nos fornos de cerâmica e, comumente, deixado à margem de estradas.

Simbiose industrial
A transformação do pó da madeira em briquete é parte integrante do Programa Mineiro de Simbiose Industrial (PMSI), desenvolvido de forma pioneira na região centro-oeste, pela Fiemg em parceria com a Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam) e o Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR). Na Região, o Programa conta  com 280 empresas participantes, representantes dentre outros dos setores  industriais  de confecções, movelaria, siderurgia, fundição, cerâmica, fogos de artifício, construção civil, calçados, laticínios, etc.
Workshop – Para o dia 15 de maio está prevista a realização de mais um Workshop de Simbiose Industrial na sede da Fiemg Regional Centro-Oeste.  
O PMSI é um programa que utiliza uma metodologia inovadora para conectar empresas com o objetivo de promover o intercâmbio de recursos entre elas. Isso significa que materiais, resíduos, energia, água ou ativos subutilizados que estejam disponíveis em uma empresa podem ser úteis a outras. Dentre os benefícios da simbiose estão a redução de custos com transporte, destinação de resíduos e aquisição de matéria-prima. Além disso, o intercâmbio diminui a ociosidade de mão de obra, equipamentos e instalações, os quais também podem ser negociados.
 

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