quarta-feira, 30 de Março de 2016 10:40h

Lucro da Cemig é de R$ 2,5 bilhões em 2015

A Cemig anunciou, nesta quarta-feira (30/3), um lucro líquido de R$ 2,5 bilhões em 2015, 20,6% menor do que o alcançado em 2014

O ano passado representou um grande desafio para a empresa em virtude da recessão econômica do País. Contudo, a companhia teve importantes vitórias no leilão das concessões vencidas – retomando 14 usinas e agregando mais quatro ao seu parque gerador e a renovação do contrato de distribuição por mais 30 anos, além de reconquistar, após nove anos, o 1º lugar no Prêmio IASC 2015 (Índice Aneel de Satisfação do Consumidor) na categoria Região Sudeste – acima de 400 mil consumidores.

 

 


De acordo com Mauro Borges Lemos, diretor-presidente da Cemig, “apesar de o lucro ter ficado abaixo do verificado no ano anterior, ele é significativo em um período em que as empresas brasileiras apresentam redução em suas margens de lucro e muitas delas, inclusive, vêm divulgando prejuízos”, afirmou.
Um dos principais fatores que impactaram negativamente no lucro da Cemig foi a Provisão da Opção de Venda, concedida ao Fundo de Participações Redentor, da totalidade das ações da Parati de propriedade do Fundo. A Parati é uma sociedade por meio da qual a Cemig e o Fundo Redentor detêm participações em duas empresas – Redentor Energia e Luce Empreendimentos e Participações (Lepsa) –, que correspondem, por sua vez, à participação indireta da companhia na Light.  O déficit de geração hídrica e o menor valor  médio do  Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), que passou de R$ 688,89 em 2014 para R$ 287,20 no ano passado, também impactaram o resultado.

 

 


A receita líquida alcançou a cifra de R$ 21,3 bilhões, aumento de 8,9% na comparação com 2014. Por sua vez, o Lajida (Lucro antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) no ano passado apresentou uma redução de 22,44% na comparação com 2014, passando de R$ 6,4 bilhões para R$ 4,9 bilhões.
Concessões
Mauro Borges Lemos destacou a vitória no leilão de concessões antigas, reconquistando o direito de operar 14 usinas, dentre elas a de Três Marias, garantindo cerca de 700 megawatts ao seu parque gerador. Essa operação teve investimentos de R$ 2,2 bilhões, sendo que 65% desse valor foi pago em 2016.

 



Em relação à distribuição, Mauro Borges Lemos ressalta que a renovação de operação do contrato com o Ministério de Minas e Energia, por mais 30 anos, assegura o fornecimento de energia da companhia para cerca de 20 milhões de pessoas nos 774 municípios de sua área de concessão.

A Lei 12.783, de 2013, e o Decreto nº 8.461, de 2015, trouxeram novos parâmetros para a prorrogação das concessões de distribuição de energia elétrica, de forma a assegurar a continuidade e a eficiência da prestação do serviço, a modicidade tarifária e o atendimento a critérios de racionalidade operacional e econômica. “O objetivo de assegurar a qualidade do serviço prestado e a sustentabilidade econômico-financeira da concessionária são compromissos que visam a beneficiar os consumidores”, comenta o presidente.

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