terça-feira, 10 de Março de 2015 12:09h

Maioria dos pequenos negócios mineiros aceita cartão como forma de pagamento

Pesquisa do Sebrae mostra comportamento das micro e pequenas empresas em relação ao acesso a serviços bancários, crédito e movimentação financeira

Mais da metade (56%) das micro e pequenas empresas mineiras (MPE) já aceitam pagamento com cartões de crédito e débito. Mais de 60% admitiram ter aumentado as vendas e reduzido a inadimplência após adquirirem a “maquininha”. É o que aponta a pesquisa Relacionamento Bancário das Micro e Pequenas Empresas Mineiras, realizada pelo Sebrae Minas. O levantamento mostra a realidade de 810 empresários dos setores da indústria, comércio, construção civil e serviços do estado. A pesquisa será apresentada durante a Semana Nacional de Educação Financeira, de 9 a 15 de março, em Belo Horizonte.

Para 44% dos entrevistados que  não utilizam as máquinas, os principais motivos para não aceitarem o cartão são a falta de necessidade e o custo da mensalidade cobrada pela operadora. Apesar de reclamarem do valor das mensalidades, a maioria dos empresários admite nunca ter negociado com os bancos, solicitando descontos ou melhoria nas condições de acesso ao serviço.

Pagamentos feitos pelo celular ou tablet ainda não são aceitos por 94% das MPE entrevistadas. Dessas, 52% não pretendem utilizar o serviço e 23% disseram que usariam se ele fosse mais barato.

O estudo também mostra que 95% donos de MPE têm conta bancária. Em geral, a maioria tem até duas contas e 84%  das MPE utilizam a conta empresarial para movimentar as finanças do negócio.

Segundo a pesquisa, 45% dos entrevistados desconhecem os valores das tarifas cobradas pelas instituições financeiras. As pequenas empresas pagam tarifa média de R$ 96,30 para ter acesso aos serviços bancários, enquanto as microempresas pagam R$ 51,20.

São nos bancos públicos que os pequenos negócios mais possuem contas bancárias, Banco do Brasil (46%) e Caixa Econômica Federal (43%); entre os privados, Itaú (27%), Bradesco (26%) e Sicoob (22%).

Entre os serviços bancários mais utilizados pelos empresários estão: internet banking (69%), cartão de crédito de pessoa física (60%), cartão empresarial (52%) e cheque especial pessoa jurídica (49%). O estudo também aponta maior controle financeiro por parte das MPE: 92% fazem pagamento integral da fatura do cartão de crédito e 40% não desejam utilizar o cheque especial.

Dívidas

Em relação às finanças das MPE, 51% disseram não estar endividadas, 44% estão com dívida controladas e 5% afirmaram que a dívida é elevada e difícil de controlar.

Segundo os entrevistados, as principais fontes de recursos utilizadas nos últimos 12 meses foram: recursos próprios (60%), parcelamento da dívida com o fornecedor (55%), cartão de crédito (31%), antecipações de recebíveis das vendas realizadas (26%) e cheque especial (25%).


A maioria (73%) das MPE que solicitou empréstimos em instituições financeiras afirmou ter recebido os recursos sem dificuldade e 14,5% obtiveram empréstimo menor que o solicitado. As que não conseguiram crédito (2%) ou enfrentaram dificuldades para conseguir o valor solicitado (9%), apontaram que as principais dificuldades encontradas foram: falta de documentação (71%), falta de garantia (25%) e restrições cadastrais (4%).

Investimento

Mais da metade das MPE disseram não ter feito investimento em máquinas e equipamentos, aquisição de veículos, desenvolvimento de novos produtos ou obras de infraestrutura. Os empresários de pequenas empresas foram os que apresentaram maior percentual de investimento nos itens citados acima, em comparação com as microempresas.

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