quarta-feira, 15 de Junho de 2016 17:41h Agência Minas

Mais da metade das granjas avícolas de Minas Gerais já se registraram junto ao IMA

Registro é obrigatório e implica na adoção de medidas de prevenção à gripe do frango. Instituto elaborou também plano de ação para o enfrentamento da doença

Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) contabilizou até a primeira quinzena do mês de junho um total de 1.253 granjas registradas junto ao órgão, de um total de 1904 estabelecimentos ativos no estado. Das restantes, a maior parte assinou com o IMA o termo de compromisso pelo qual terá o prazo de um ano para regularizar a sua situação.

O registro está previsto na Portaria 1555 de autoria do IMA e publicada em 15 de dezembro de 2015 no Diário Oficial – jornal “Minas Gerais”. A portaria estabelece a obrigatoriedade do registro, junto ao instituto, das granjas de frango e peru de corte e de galinha de postura, além dos  estabelecimentos de criação de outras aves como codorna e faisão, destinadas à produção de carne e ovos para consumo humano.

 

 

A médica veterinária e responsável pelo Programa Estadual de Sanidade Avícola do IMA, Izabella Hergot, explica que a portaria e o registro implicam, na prática, na adoção pelas granjas de medidas de biosseguridade de prevenção à influenza aviária, ou gripe do frango.

O Brasil não tem registro da doença, mas está em alerta, pois o vírus já foi registrado em granjas norte-americanas e há o risco de chegar ao país pelo processo de migração de aves contaminadas e pelo trânsito de pessoas procedentes de países onde há casos da doença.

 

 

Hergot argumenta que, “além dos prejuízos econômicos para os avicultores, uma vez que o plantel infectado deverá ser sacrificado existe o risco de contaminação de pessoas, tendo em vista que a doença é uma zoonose e pode ser transmitida aos seres humanos. Daí a necessidade do Brasil e dos estados agirem para prevenir a entrada do vírus no país”, pondera.

Hergot lembra que o IMA elaborou e disponibiliza gratuitamente no seu site uma cartilha com o passo a passo para a adoção dessas medidas preventivas.

 

 

Plano de ação

O IMA se prepara também para o enfrentamento do surgimento da doença no estado. Para isso, realizou no final de maio e início de junho encontro em Uberlândia, quando foi elaborado o plano de ação do estado de Minas Gerais frente à suspeita de ocorrência de influenza aviária.

Na prática, o plano adéqua as ações de Minas Gerais ao Plano de Contingência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle publicado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

 

 

Participaram da elaboração do plano cerca de 30 médicos veterinários do IMA com atuação em regiões consideradas polos de produção avícola no estado, além de representantes do Mapa.

Entre as ações previstas a partir de uma notificação de suspeita de ocorrência de influenza aviária estão a vistoria imediata nas propriedades em busca de sinais clínicos ou indícios de alta mortalidade que fundamentem a suspeita de ocorrência; a coleta de material para diagnóstico laboratorial e a rastreabilidade de aves e ovos da granja onde houve a ocorrência no período de 21 dias anteriores à notificação da suspeita.

 

 

Minas Gerais está entre os cinco maiores estados do setor avícola brasileiro, ocupando o quinto lugar no ranking em rebanho de aves de corte, com 104,4 milhões de animais, de acordo com dados do IBGE de 2014. “O IMA vem atuando para prevenir a entrada do vírus da influenza aviária no estado, ao mesmo tempo em que se prepara para enfrentar a doença, caso surja um foco em Minas”, relata o gerente de Defesa Sanitária Animal do IMA, Guilherme Costa Negro Dias.

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