segunda-feira, 12 de Setembro de 2011 15:54h Agência Minas

Mais vítimas buscam ajuda contra a violência doméstica

O número de mulheres que buscaram ajuda no Centro Risoleta Neves de Atendimento (Cerna) nos oito primeiros meses de 2011 cresceu 160%.  O serviço registrou 359 novos casos, contra 137 em 2010. O Cerna é vinculado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) e oferece atendimento psicossocial e jurídico para mulheres que sofrem qualquer tipo de violência doméstica.

 

 

Além dos novos casos, o número de mulheres que retornaram e permaneceram em atendimento aumentou 10%. Foram 821 de janeiro a agosto deste ano e 747 no mesmo período do ano passado.  Um exemplo é uma auxiliar administrativa de 28 anos que, após sofrer violência psicológica e ameaças do ex-namorado por mais de um mês, foi indicada para o Cerna por policiais militares.

 

Ela perdeu dois empregos por causa da pressão sofrida e há cinco meses faz acompanhamento psicológico no serviço. “Ele (o ex-namorado) me procurava no trabalho para fazer ameaças. Até hoje tenho medo de sair na rua e o Cerna está me ajudando a superar meus medos”, garante a jovem.

 

 

O Cerna também faz encaminhamento à Rede Estadual de Atendimento às vítimas de violência física, sexual, psicológica, moral, patrimonial e homofóbica, em cumprimento à Lei Maria da Penha. A instituição fica na Rua Pernambuco, 1.000, Savassi.

 

Apoio de qualidade

 

 

A subsecretária de Direitos Humanos da Sedese, Carmen Rocha, avalia o trabalho como fundamental para “garantir a proteção e restauração dos direitos das mulheres como condição de promoção da autonomia e de cidadania da mulher”.

 

“O Cerna se consolida como um serviço de apoio que gera resultados positivos. As mulheres que conseguem avanços se sentem fortalecidas. O exemplo do que dá certo promove o aumento da procura”, ressalta Carmen.

 

 

Denuncie

 

Em Minas Gerais, a população conta com o Disque Direitos Humanos (0800 031 11 19), uma ferramenta importante para denunciar a violência contra a mulher.

 

 

Também coordenado pela Sedese, o serviço é gratuito, sigiloso e recebe denúncias de todo o Estado. Os relatos são encaminhados para os conselhos e delegacias especializadas.

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