quinta-feira, 6 de Novembro de 2014 05:38h Atualizado em 6 de Novembro de 2014 às 05:40h. Jotha Lee

Mapa nacional da dengue coloca Centro-Oeste Mineiro em alerta

Nove municípios da região foram declarados em alerta pelo Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde divulgou ontem um mapa da dengue em todo o país. Para Divinópolis a notícia é boa, já que de acordo com o último Levantamento Rápido do Aedes Aegypti (LIRAa) a cidade foi considerada em condições satisfatórias, com índice de infestação de apenas 0,9% dos imóveis pesquisados.
Os dados nacionais indicam que 533 municípios brasileiros estão em situação de alerta para a dengue e 117 correm o risco de registrar uma epidemia da doença. As cidades classificadas em situação de alerta apresentam larvas do mosquito entre 1% e 3,9% dos imóveis pesquisados, enquanto as que se enquadram em situação de risco registram índice superior a 3,9%.
Para a região Centro-Oeste do Estado a notícia não é boa. Dos 25 municípios mineiros colocados em situação de alerta, nove são da região. Conforme lista publicada pelo Ministério da Saúde, os municípios de Arcos, Nova Serrana, Pará de Minas, Bom Despacho, Lagoa da Prata, Pitangui, Cláudio, Formiga e Oliveira estão em situação de alerta. A situação mais grave na região está nas cidades de Oliveira – com índice de infestação de 2,1% – e Formiga – com 1,9%.
O único município de Minas Gerais sob risco de uma epidemia de dengue é Governador Valadares. De acordo com o Ministério da Saúde, o município apresenta índice de infestação de 5,3%.

 

 

DIVINÓPOLIS
Na cidade, se for feita uma comparação com anos anteriores, a situação é muito melhor e mostra que a ação preventiva da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), por meio da Diretoria de Vigilância em Saúde, foi bastante eficaz, embora ainda haja preocupações com algumas regiões, onde o índice de infestação foi considerado alto.
De acordo com a Semusa, no Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), realizado no período de 20 a 24 de outubro, a situação se mostrou sob controle, tanto que a cidade foi classificada como “satisfatória” pelo Ministério da Saúde. Durante uma semana foram visitados 4.889 imóveis na cidade, mostrando índice de infestação de 0,9%.
No entanto, ao avaliar as regiões separadamente, verifica-se que a região central apresenta índice de 1,76% e a norte 1,17%. Ambas encontram-se, portanto, em situação de médio risco de epidemia, situação de alerta, conforme classificação do Ministério. As regiões sudeste (0,87%), sudoeste (0,83%), nordeste (0,73%) e a oeste (0,33%) encontram-se em situação de baixo risco.
Mais uma vez a Secretaria de Saúde pede participação efetiva da população, pois a maior parte dos focos encontrados – 97,7% – está dentro das residências. Ainda de acordo com esse levantamento, apenas 2,3% dos focos encontram-se em lotes vagos, indicativo de que a população precisa participar de maneira mais efetiva do controle do mosquito.

 

 

 

Crédito: Assessoria/PMD

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