sábado, 24 de Novembro de 2012 05:16h Gazeta do Oeste

Mata do Mosteiro, rica em espécies nativas do cerrado, é ocupada de modo irregular

Na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, no território de bairros como Luxemburgo e Vila Paris, havia uma floresta de densa vegetação, rica em espécies nativas do cerrado. Com o tempo, a área, conhecida como Mata do Mosteiro, foi sendo ocupada por edifícios de apartamentos e outras construções. A prefeitura vem tendo dificuldade para conter o desmatamento do pouco verde que resta. Enquanto pedem fiscalização mais firme, moradores da vizinhança têm à disposição um parque municipal que, aberto ao público, ainda é pouco conhecido e frequentado. Em 1949, um grupo de monjas beneditinas instalou na área o Mosteiro de Nossa Senhora das Graças, que deu nome à floresta do entorno e à Rua do Mosteiro, o endereço atual do prédio. Permite-se a entrada de visitantes, que podem conhecer as capelas e outras instalações. O terreno abriga uma das porções mais bem preservadas da mata, mas o acesso a essa parte é exclusivo às religiosas em condição de clausura. Algumas chácaras e sítios particulares também mantêm algo da antiga exuberância.

Porém, o único fragmento remanescente aberto ao público está guardado no Parque Mosteiro Tom Jobim, no Bairro Luxemburgo. Inaugurado em 2001, o parque – o nome homenageia o célebre músico carioca Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim (1927–1994) – tem 6.472 metros quadrados, e recebe pelo menos 100 visitantes por dia, geralmente moradores da vizinhança. “O parque é um dos mais bem conservados da capital. Merece mais apreciadores”, avalia a chefe do Departamento de Parques da Região Centro-Sul, Tatiani Cordeiro. Para ter uma ideia, o Parque Municipal Américo Renné Gianetti, no Centro, o principal da cidade, recebe em média 20 mil pessoas por dia, dos quais muitos passantes.

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