sexta-feira, 13 de Janeiro de 2012 13:20h Flaviane Oliveira

Materiais de construção ficam mais caros em Divinópolis

O Núcleo de Pesquisas econômicas (Nupec) da Faced, continua suas pesquisas nos estabelecimentos que comercializam materiais básicos de construção no município. No último mês, dez estabelecimentos foram visitados e os resultados apontaram aumento no preço

O Núcleo de Pesquisas econômicas (Nupec) da Faced, continua suas pesquisas nos estabelecimentos que comercializam materiais básicos de construção no município. No último mês, dez estabelecimentos foram visitados e os resultados apontaram aumento no preço dos materiais pesquisados. Entre os produtos que entraram na lista da pesquisa de preços estão cal, cimento CPII, preço do metro cúbico da areia, preço do metro cúbico da brita e tijolo cerâmico com oito furos.

Entre os itens de maior variação de preços entre os estabelecimentos que entraram na pesquisa, a areia grossa ficou no topo do ranking com um total de 63,64%. Em contrapartida, o cimento teve sua menor variação em dezembro, chegando a casa de 8,11% e o custo registrado foi de R$18,50 para o menor valor e R$ 20,00 para o maior valor registrado. Como era esperado a areia grossa também apresentou alta variação no preço final chegando a 5,3%.

O cimento figurou na lista de elevação nos preços em dezembro, chegando a 6,94% no comparativo com o mês anterior e os lojistas justificam o aumento devido a falta de cimento nos fabricantes, uma vez que a construção civil esta em alta. Dados do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC) apontam que as vendas de cimento no país chegaram a 8,4 milhões de toneladas em novembro representando aumento de 6,6%.

O Nupec ressaltou ainda que o preço médio da brita em Divinópolis sofreu reajustes de 5,8%. Esses dados representam o quarto aumento consecutivo desde setembro quando preço médio era de R$ 79,16. No comparativo com o mês de fevereiro do ano passado, o produto registrou uma elevação de 18%.

O Núcleo de pesquisas ressaltou ainda que “a participação das empresas na geração do PIB (Produto Interno Bruto) da construção civil aumentou 20,7% entre 2008 e 2011. Consequentemente, a maior parte da composição do valor adicionado do setor passou a ser formada pelas empresas construtoras (65%). Isso significa que a produção formal, em contraponto ao chamado "consumo-formiguinha", passou a responder por quase 2/3 do PIB setorial. Em 2003, as empresas geravam apenas 44% do PIB”. A brita, a argamassa pré-fabricada e o tijolo também apresentaram variações de 47,06%, 41,06% e 50% respectivamente.

2012 PROMISSOR

O Nupec aponta que para esse ano, há previsão de crescimento na produção de materiais de construção que se baseia em alguns fatores. Entre tais fatores está o fato de que os efeitos da crise sobre a economia brasileira permanecem restritos. Entre os pontos favoráveis se apresenta ainda o programa Minha Casa, Minha Vida que deverá ter seu ritmo acelerado. Já as obras para eventos esportivos também deverão ganhar mais velocidade e o crédito continua sustentando a demanda habitacional, dessa forma os recursos para infraestrutura deverão crescer. O Núcleo aponta que em contrapartida as “perspectivas também indicam que o setor conviverá com alguns problemas já corriqueiros, como a elevação dos custos com mão de obra”.

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