sexta-feira, 26 de Outubro de 2012 04:30h Mariana Gonçalves

Mensalidade escolar em Minas poderá ser reajustada em até 11%

Em nota enviada a Gazeta, o Sinep/MG ressalta que as escolas particulares têm liberdade de reajustar as mensalidades conforme a planilha e a realidade econômica de cada instituição.

A partir do ano que vem os pais com filhos matriculados nas redes de ensino privado terão um aumento nas despesas ao final do mês. De acordo com a estimativa feita pelo Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais, o reajuste médio das mensalidades na maioria das escolas privadas do Estado, deve variar entre 8% a 11% a partir de 2013. Mesmo sendo um índice que já irá pesar no bolso do consumidor, de acordo com a Federação Nacional das Escolas Particulares, Fenep, o valor ficou abaixo do previsto. A federação havia cogitado um reajuste entre 10% a 15%.

 


Em nota enviada a Gazeta, o Sinep/MG ressalta que as escolas particulares têm liberdade de reajustar as mensalidades conforme a planilha e a realidade econômica de cada instituição. Não há regulação nem legislação que determine o valor mínimo ou máximo de reajuste em instituições particulares, ou seja, no valor do reajuste entra a contratação de novos funcionários ( caso haja a necessidade), o reajuste do salário mínimo, despesas de reforma e compra de equipamentos da instituição e ainda custo de materiais comprados para as atividades dos alunos. 

 


A gerente de vendas, Daniela  Barreto tem todo mês no orçamento as despesas com a educação das filhas, as duas estudam em  instituições particulares em Divinópolis. “ Eu acredito que cerca de  R$800,00 reais por cada criança. Na verdade, porque querendo ou não todo mês pedem alguma coisa. São materiais, às vezes tem uma festinha, e tem a  roupinha da festa”diz Daniela.

 


Os gastos aumentam ainda mais no final do ano, “vem agora a formatura, então querendo ou não aumenta muito. A gente pensa que vai  pagar X, e acaba pagando o dobro às vezes”ressalta.

 


Porém, mesmo pagando mais caro Daniela acredita que ainda compensa deixar as crianças no estudo particular. “A gente quer dar para os filhos o que não tivemos. Eu pretendo continuar deixando elas na escola particular. Mas, dependendo desse aumento pode ser sim que eu vá para uma escola estadual ou municipal. Até o ano que vem, vou deixar pra ver e qualquer coisa , se eu ver que não estou conseguindo mantê-las eu tiro. Mas, minha expectativa é de deixá-las na escola, mesmo acontecendo esse aumento”completa Daniela Barreto.

 


É valido lembrar que as escolas só podem realizar aumentos uma vez por ano,  caso não seja realizado amargam prejuízo e torna-se muito difícil compensar em outro ano. Nas informações repassadas pelo Sinep/MG, desde o  início do Plano Real, o INPC geral foi de 301% . Para educação foi 328%, e para outros setores que tiveram o percentual pouco reajustado, mas que interferem diretamente nessa questão da educação.

 


Outro fato em questão levantado, foi que esse ano de 2012, foi um ano em que o país não teve a economia favorecida como se era esperado, em meio a crises e a interferência direta da inflação. As consequências disso, serão mais visíveis a partir do próximo ano, com reajustes como esse na educação e em outros serviços oferecidos.

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