quinta-feira, 19 de Julho de 2012 11:11h Gazeta do Oeste

Metade dos municípios de Minas não tem estoque de Tamiflu

A secretaria distribuiu 2,7 milhões de caixas de Tamiflu às 28 regionais do Estado. Cada caixa tem dez comprimidos, quantidade considerada adequada para o tratamento de um paciente.

Metade dos municípios mineiros ainda está sem estoque do remédio oseltamivir (princípio ativo do Tamiflu) usado para o tratamento da gripe A (H1N1), mesmo com os medicamentos já disponibilizados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES). Neste ano, foram confirmados 41 casos da doença em Minas. Desses, 15 pessoas não resistiram e morreram. Mais um óbito está sob investigação pela SES.

 

A secretaria distribuiu 2,7 milhões de caixas de Tamiflu às 28 regionais do Estado. Cada caixa tem dez comprimidos, quantidade considerada adequada para o tratamento de um paciente. O subsecretário da SES, Maurício Botelho, também ressaltou que o universo distribuído às regionais é suficiente para suprir toda a demanda do Estado, o problema é que ainda existem municípios que não solicitaram seus remédios à secretaria.

 

A questão foi discutida em uma reunião ontem de manhã, na sede da SES, com a presença de representantes do Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems). "Criamos um call center para cobrar dos municípios que ainda não têm as medicações para solicitarem às regionais da secretaria", disse Botelho. Fica a cargo de cada município recolher sua parte no estoque, sendo que o montante destinado a cada cidade varia de acordo com a população.

 

Ainda durante a reunião, o subsecretário determinou que em cada município exista um profissional de saúde de referência para obtenção dos remédios. "Em cidades muito pequenas, pode acontecer de ter só um centro de saúde que não funcione 24 horas, é preciso, então, que tenha um local ou uma pessoa com quem os outros possam obter o medicamento em caso de urgência".

 

Avaliação. O infectologista Frederico Figueiredo esclareceu que os medicamentos podem ser receitados para tratamentos de quadros gripais em geral. "Em uma primeira consulta, o médico não vai saber avaliar se a pessoa está com H1N1 ou outro vírus de gripe. O profissional deve reconhecer um quadro gripal grave e pode receitar o Tamiflu". Ele ressaltou ainda que a eficácia do remédio é maior nos primeiros dois dias dos sintomas da doença.

 

Durante a reunião, a secretaria também acertou a distribuição de remédios para pronto-atendimentos em hospitais da rede privada. Mas não foi divulgada a data de quando as remessas serão entregues.

 

 

 

 

 

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