sexta-feira, 21 de Novembro de 2014 11:14h

Minas avança para se consolidar como referência na indústria aeronáutica do país

Reunião Inaugural do Condomínio Temático Aeroespacial em Belo Horizonte promoveu a interação entre o poder público, empresários e pesquisadores

Representantes do Governo de Minas, empresários e pesquisadores participaram da Reunião Inaugural do Condomínio Temático Aeroespacial, realizada nesta quinta-feira (20/11), na sede da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), em Belo Horizonte. O encontro, promovido pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), possibilitou a concretização de um fórum participativo entre o centro do conhecimento, a base industrial e o poder público para que se mantenham integrados na busca da inovação na economia do conhecimento.

De acordo com o coordenador do Complexo Aeroespacial, coronel Marco Minucci Sala, o local consolida o surgimento de uma indústria aeronáutica em Minas Gerais, sustentada no desenvolvimento de novas tecnologias, produtos, experimentos e treinamento de mão de obra altamente especializada. Para Marco Sala, se o complexo é a concretização deste projeto, o condomínio é a alma do negócio. “Um complexo é composto por varias partes: indústria, academia, centro de pesquisa e governo. Para fazer com que esses setores tão distintos se entendam, é necessário mantê-los próximos. E isto é possível por meio do fórum”, ressalta.

Para o subsecretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Sergio Lourenço, o programa é parte de uma iniciativa ainda maior, que é a politica do Governo do Estado de diversificar sua pauta de produção econômica. “A partir deste conceito, trabalhamos sob a lógica da demanda. O próprio poder público deste país, que tem uma enorme demanda de compras públicas na área na defesa, fortalece a certeza que temos de que este processo da demanda orientará essa cadeia”, afirma o subsecretário.

Composto por cinco polos, o complexo mineiro vai permitir ao Estado estabelecer a primeira aerotrópolis do cone sul, que transformará o Aeroporto Internacional Tancredo Neves (Confins) em uma vasta cidade-aeroporto e também no principal porto entrada e saída do Brasil. O Complexo Aeroespacial de Minas Gerais também consolida os polos de Itajubá, Tupaciguara, Lagoa Santa, Uberaba e Diamantina.

Para o presidente da Fiemg, Olavo Machado Junior, os benefícios do Complexo Aeroespacial não são apenas para a indústria mineira. “Começa com a fabricação e composição de equipamentos e novas estruturas para um mercado promissor, que é a área de aeronáutica, um setor de inovação e com muito valor agregado. Para Minas Gerais, que sempre está procurando alternativas para nossas riquezas naturais e agricultura, é uma grande oportunidade”, afirma Olavo Machado.

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