sexta-feira, 25 de Abril de 2014 10:33h

Minas firma parceria com Universidade de Stanford para ampliar competitividade do setor de Informação

Executivos mineiros participarão do programa de Inovação e Empreendedorismo elaborado pela universidade norte-americana.

Berço acadêmico do Vale do Silício (EUA), a Universidade de Stanford firmou parceria inédita com o Governo de Minas Gerais para ampliar a competitividade das empresas mineira sdo setor de Tecnologia da Informação (TI), com o objetivo de transformar o ecossistema local em um hub de classe mundial. Pelo acordo, executivos mineiros vão participar do Programa de Inovação e Empreendedorismo, elaborado pela universidade norte-americana. As inscrições estão abertas e vão até às 18 horas do dia 28 de abril.

Stanford é um dos principais polos de inovação e empreendedorismo há muitos anos. O Vale do Silício, onde a universidade está localizada, é a casa de muitos gigantes da área de tecnologia. Empresas como HP, Cisco, Nvidia e Google foram fundadas por ex-alunos que tiveram grandes ideias. A instituição foi capaz de pesquisar e adquirir muito do conhecimento dessas empresas e transformá-lo em um programa que tem sido aplicado com sucesso em diversos países desenvolvidos, como a França, onde a região de Lille e seu ecossistema de startups conseguiu atingir um patamar de 30 milhões de euros, a partir do engajamento de algumas empresas que participaram da iniciativa.

Esta é a primeira vez que o Programa de Inovação e Empreendedorismo de Stanford será oferecido na América Latina. Serão quatro fases: capacitação à distância, módulo em Stanford, agendado para agosto, monitoramento (quatro semanas) e módulo em Belo Horizonte, a ser realizado em setembro.

A diretora de Programas de Desenvolvimento Profissional da Universidade de Stanford, Carissa Little, ressalta a relevância dessa capacitação: “O programa ensinará aos empresários como identificar uma inovação-chave, diagnosticar pontos fortes e fracos de planos existentes, irá apresentar ferramentas de empreendedorismo que possibilitam as melhores chances de sucesso e oferecerá aconselhamento e feedback a partir do corpo acadêmico de Stanford e de especialistas do Vale do Silício, passando por todos os conceitos, desde estratégias de globalização até práticas de financiamento por meio de capital de risco”.

Inscrições

Mais de 60 empresas mineiras já se inscreveram. Ao todo, 20 serão selecionadas, entre startups, MPEs e empresas de maior porte. Para se inscrever, a empresa deve ter base tecnológica com sede produtiva em Minas Gerais, atender à documentação exigida (certidões e balanços) e garantir a participação obrigatória de dois profissionais que falem inglês, além de passaporte e visto para os Estados Unidos em dia (classes B1 ou B2). O investimento para o programa é de cerca de US$ 43 mil por empresa. O Sebrae Minas e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede) vão subsidiar em torno 75% desse custo para as MPEs, e 20% para as empresas de maior porte. O restante vai ser financiado pelo Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG).

O Estado de Minas Gerais foi selecionado para firmar essa parceria em virtude do atual cenário. O setor de TI de Minas reúne mais de 6.000 empresas, ou seja, 8% do total nacional, e emprega um contingente de aproximadamente 55 mil pessoas. A receita líquida é estimada em R$ 3,7 bilhões/ano, o que corresponde a 5% do total nacional e 0,8% do Produto Interno Bruto do Estado.

“A transversalidade do setor de TI, que provê serviços para diversos outros setores e indústrias, reforça sua importância para economia de Minas. Ou seja, investir na competitividade das empresas de TI é investir na competitividade da economia mineira como um todo. Por isso, estabelecer a conexão direta entre empresários e profissionais mineiros com a Universidade de Stanford, no Vale do Silício, celeiro de ideias inovadoras e empreendedores, significa literalmente transportar Minas Gerais para o futuro”, explica João Paulo Braga, especialista em Políticas Públicas e coordenador das Políticas para Cadeias Produtivas na Secretaria de Desenvolvimento Econômico.

A negociação com a universidade norte-americana foi realizada pelo MGTI, que reúne o setor produtivo de TI em Minas Gerais, representado pela Assespro-MG, Fumsoft, Sindinfor e Sucesu Minas, pelo Governo do Estado e  pela Prefeitura de Belo Horizonte. O MGTI tem como objetivo colocar a capital mineira em primeiro lugar e o Estado em posição de destaque no cenário nacional em até 10 anos.

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