segunda-feira, 2 de Maio de 2011 15:33h Atualizado em 2 de Maio de 2011 às 15:35h. Ag?ncia Minas

Minas Gerais apresenta experiência de mobilização social no combate à dengue

Parte da estratégia de mobilização voltada para a redução dos focos do mosquito Aedes aegypti é feita por meio das redes sociais

A experiência de Minas Gerais, que utiliza a mobilização social como ferramenta estratégica no enfrentamento permanente da dengue, foi apresentada pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), aos assessores de Comunicação Social de 16 estados brasileiros. A apresentação ocorreu durante a reunião da Câmara Técnica de Comunicação Social, organizada pelo Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (Conass), em Brasília (DF).

 

As ações de mobilização social, desenvolvidas sob a coordenação da Assessoria de Comunicação Social, da SES-MG, estão sendo determinantes para o êxito do Programa Estadual de Controle Permanente da Dengue. O programa foi lançado em novembro do ano passado pelo governador Antonio Anastasia. Além da mobilização social, é formado também pelas áreas de Epidemiologia e Assistência. A SES-MG, além de coordenar as ações realizadas nos municípios, também é responsável pelas oficinas de capacitação, pela identificação e fidelização de parceiros.

 

“O Programa Estadual de Controle Permanente da Dengue apresenta dois diferenciais: trata-se de uma ação permanente e tem a Comunicação Social como apoio à mobilização social”, explica a chefe da Assessoria de Comunicação Social da SES-MG, Gisele Bicalho, lembrando que todas as ações são realizadas com base no conceito “Agora é guerra. Todos contra a dengue”.

 

Mobilização social

 

Antes da chegada da Força Tarefa nos municípios com maior índice de infestação do mosquito Aedes aegypti e de notificações de dengue, equipes de mobilizadores sociais se reúnem com lideranças e preparam a comunidade para receber os agentes de combate à endemia, o Dengue Móvel e o Dengômetro.

 

O Dengue Móvel é um caminhão que circula por um roteiro pré-definido pela prefeitura. Pneus, garrafas pet e latas recolhidas pela Limpeza Urbana são trocados por cadernos, lápis e borrachas. O material inservível recolhido é armazenado no caminhão e entregue em ecopontos e associações de recicladores. Em seis meses de implantação, nos nove Dengue Móveis foram realizadas mais de um milhão de trocas de inservíveis, o que demonstra o acerto da estratégia.

 

O Dengômetro dispõe de um mapa que mostra os pontos de infestação do mosquito. Nele há também um ponto para a distribuição de folheteria (cartazes, cartilhas, folhetos etc) e um palco para a apresentação de manifestações da comunidade sobre ações de combate ao mosquito.

Redes Sociais

 

Parte da estratégia de mobilização voltada para a redução dos focos do mosquito Aedes aegypti é feita por meio das redes sociais. Além da apropriação de espaços no site da SES (www.saude.mg.gov.br), a mobilização é feita também no www.guerracontradengue.com.br, no Facebook e no Twitter. Outra arma poderosa nessa guerra é o DengueVille, jogo virtual instalado na plataforma do Orkut e do Facebok. A intenção, além de brincar e interagir, é colocar em prática as ações de extermínio ao Aedes aegyti. O DengueVille segue o modelo do Farme Ville, que conta com milhões de usuários conectados ao Facebook.

 

O público-alvo do aplicativo são as pessoas que embora gastem horas nos games sociais, não se envolvem o suficiente com o assunto e os perigos da dengue. O jogo acontece em vários cenários: uma casa, uma área pública (bairro com rua/casas/praça/lote vago), uma Unidade Básica de Saúde (UBS), obra, hospital, etc. Em cada um deles, o usuário recebe uma missão, como por exemplo: esvaziar garrafas e pneus, colocar areia nos pratos das plantas, cobrir caixas d’água, mobilizar e ajudar os vizinhos entre outras.

 

Força Tarefa

 

A Força Tarefa de Combate à Dengue é formada por 432 pessoas, sendo 200 soldados do Exército, 40 da Aeronáutica e 192 agentes de saúde. Essas pessoas realizam uma varredura nas áreas consideradas de risco, visitando casas, percorrendo lojas comerciais e lotes baldios para eliminar os possíveis focos do mosquito. A Força Tarefa dispõe de dez ônibus para dar suporte às equipes de trabalho; 70 carros fumacê e 600 bombas costais. 

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