sexta-feira, 16 de Março de 2012 18:52h Atualizado em 17 de Março de 2012 às 10:49h. Vinicius Soares

Minas Gerais é o segundo Estado do país com maior expectativa de emprego

Divinópolis apresentou alto índice de desemprego no ano passado; A porcentagem chegou a 63%

Minas Gerais acompanha a expectativa de geração de empregos, seguindo o cenário econômico que se tem, atualmente, no país. De acordo com estudo realizado pelo Manpower Group, o Estado mineiro está em segundo lugar no ranking quando o assunto é expectativa de aumento de emprego, ficando atrás apenas do Paraná.
Contudo, há uma equiparação relativa entre Minas e o Paraná, com diferença de apenas um ponto percentual. O Paraná ficou em primeiro lugar, com (42%), seguido por Minas Gerais (41%), Rio de Janeiro (37%) e São Paulo (35%), segundo o levantamento. Isso mostra que os empresários estão otimistas em relação às contratações.

Para Carlos Pimenta, Secretário de Estado do Trabalho e Emprego “as boas expectativas refletem o trabalho que vem sido realizado pelo Governo de Minas, visando à melhoria da quantidade e da qualidade dos empregos mineiros”.
O primeiro mês do ano de 2012 apresentou saldo positivo quando se fala em geração de empregos em Minas Gerais. No total, 16.542 trabalhadores foram inseridos no mercado de trabalho no Estado, em janeiro, segundo dados apresentados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). “Dados como estes corroboram as nossas previsões otimistas para o mercado de trabalho mineiro. Esperamos que os dados do Caged referentes ao mês de fevereiro continuem direcionando para a consolidação deste cenário”, reafirma o secretário.

Em Divinópolis, o índice de desemprego no ano passado, foi de 63%.
Já neste ano, segundo as estatísticas, esta margem baixou consideravelmente para a casa dos 40%. O UAI-MG de Divinópolis, não conseguiu dados mais específicos até o fim desta edição.
Alan Pereira Teixeira, ex-estudante de um curso profissionalizante e atualmente desempregado, ainda não conseguiu achar um emprego. “Fiz o curso de mecânica no SENAI, mas infelizmente ainda não consegui achar um emprego na minha área. De toda forma, aconselho as pessoas a se especializarem em algo que goste ou mesmo que não tenha intimidade, pois, o mercado de trabalho está aquecido.” Aconselhou Alan.


Posição do país
A pesquisa também foi divulgada em âmbito internacional, com consulta a 850 empresas, de 41 países. Nessa análise, o Brasil ficou em segundo lugar em relação à perspectiva da geração de empregos, o que os pesquisadores chamaram de “expectativa líquida de emprego”, apresentando taxa de 39%. O número é um reflexo positivo, pois aponta que o percentual subiu em seis pontos em relação ao levantamento anterior, referente ao primeiro trimestre.
Do total das empresas pesquisadas, 45% planejam elevar o número de funcionários no segundo trimestre deste ano. O setor mais representativo para a conquista do país nesse ranking foi o de serviços. A expectativa de aumento de empregos das empresas pesquisadas dentro desse setor é de 55%. Apenas 6% do total das empresas esperam reduzir a quantidade de empregados.
 

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